Santiago del Estero Política

La Banda: 214 efetivações são questionadas durante a transição municipal

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A gestão de Roger Nediani assinou o Decreto 227/2026 após perder a eleição. O orçamento destina 72,53% a pessoal, diante de um limite de 60% previsto na Carta Orgânica, mas a execução precisa ser verificada; as afirmações sobre outros 700 contratos e favorecimento familiar continuam sendo alegações.

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A decisão do prefeito de La Banda, Roger Nediani, de confirmar 214 agentes no quadro permanente gerou uma controvérsia durante a transição municipal. O Decreto Serie A N°227/2026 foi datado de 18 de agosto, 16 dias após as eleições de 2 de agosto nas quais Llamil Abdala foi eleito como próximo chefe municipal. A proximidade temporal gera questionamentos políticos, mas não demonstra por si só a ilegalidade de cada incorporação.

As passagens têm efeitos administrativos que continuarão durante a gestão seguinte. Para determinar sua regularidade, devem ser verificadas a antiguidade e a modalidade anterior dos trabalhadores, os concursos ou requisitos aplicáveis, a existência de vagas, a categoria atribuída e o respaldo orçamentário. Os 214 agentes já prestavam serviços e recebiam como temporários ou contratados, portanto, não corresponde calcular automaticamente 214 salários completamente novos. Pode-se, sim, alterar o custo futuro, a estabilidade e a estrutura de cargos. Também deve ser verificado se todos receberam igual tratamento em relação a outros empregados com funções e antiguidade comparáveis.

O debate se intensificou devido à composição do Orçamento municipal 2026. A rubrica de pessoal atinge ARS 46.623.402.443,31 sobre despesas totais de ARS 64.278.964.869,44, equivalentes a 72,53%. O artigo 110 da Carta Orgánica estabelece que não pode ser destinado mais de 60% da receita ao pagamento de salários. A diferença orçamentária é de 12,53 pontos e gira em torno de ARS 8.056 milhões em relação ao 60% matemático sobre aquele total.

Essa comparação é um sinal que exige explicação, não uma conclusão jurídica definitiva. O orçamento autorizado não é idêntico à despesa executada, nem o total de gastos necessariamente coincide com a base de receitas que deve ser aplicada segundo a norma. Para comprovar um descumprimento, é necessário conhecer os recursos efetivamente recebidos e as remunerações realmente pagas durante o exercício, além dos pareceres de Contabilidade, Economia, Assuntos Jurídicos e o Tribunal de Cuentas.

À controvérsia somam-se denúncias de opositores sobre mais de 700 contratações posteriores a medidas de contenção de gastos adotadas em 2023, além de recategorizações, bonificações e familiares ou candidatos em cargos municipais. Essas afirmações precisam ser confrontadas com folhas de pagamento e registros. Os universos também não podem ser somados automaticamente, porque uma pessoa poderia aparecer entre os contratos denunciados, as promoções e os 214 transferências recentes.

A existência de parentesco ou participação eleitoral não prova por si só uma irregularidade. O relevante é estabelecer quando cada pessoa ingressou, qual função exerce, como foi designada, qual remuneração recebe e se obteve um benefício diferente do dos trabalhadores em condições equivalentes. A revisão deve proteger os direitos dos empregados com anos de serviço e, ao mesmo tempo, detectar eventuais decisões seletivas motivadas por vínculos políticos ou familiares. Publicar dados funcionais e atos administrativos, preservando informações pessoais sensíveis, permitiria controlar o procedimento sem estigmatizar coletivamente o quadro municipal.

A próxima administração precisará de uma auditoria documentada de vagas, arquivos de pessoal, massa salarial, contratos e execução orçamentária. Até agora, não foi informada nenhuma sentença nem parecer definitivo que invalide o decreto. O fato confirmado é a formalização de 214 trabalhadores em uma etapa de transição; as perguntas pendentes são seu custo, procedimento e compatibilidade com a Carta Orgánica. Resolvé-las exige processos completos, não condenações gerais nem defesas políticas sem dados. A transição deveria incluir uma mesa técnica entre as autoridades que saem e entram para entregar folhas de pagamento, cálculos anualizados e observações dos órgãos de controle. O resultado teria que ser publicado com uma metodologia que permita reproduzir os cálculos e corrigir eventuais erros. Os trabalhadores afetados também devem poder exercer seu direito de defesa. A confiança institucional depende dessa abertura.

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