Mendoza Política

Mendoza reclamará novas dívidas à Nação e manterá o plano de pedágios nas rodovias

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Víctor Fayad explicou na Legislatura o acordo que reconhece créditos no valor de ARS 121.282 milhões. O convênio inclui recursos vinculados às rotas 40 e 143, mas não encerra reivindicações por água, saneamento e irrigação nem modifica o projeto provincial de cobrança de pedágio.

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O ministro da Fazenda de Mendoza, Víctor Fayad, confirmou que a Província continuará reivindicando fundos ao Governo nacional mesmo após o acordo que reconhece créditos de ARS 121.282 milhões. O funcionário apresentou os detalhes do entendimento durante sua tramitação na Legislatura e afirmou que ainda existem obrigações relacionadas a obras executadas ou financiadas pela administração mendocina. A negociação, portanto, não constitui um cancelamento integral das diferenças entre ambas as jurisdições.

Dentro do montante reconhecido, Fayad indicou que a Direção Nacional de Viação admitiu ARS 80.000 milhões vinculados a investimentos nas rotas nacionais 40 e 143. Mendoza teria destinado cerca de ARS 17.000 milhões de recursos próprios a trabalhos que originalmente contavam com compromissos nacionais. O acordo permitiria recuperar uma parte relevante desse esforço, embora os valores comunicados não expliquem por si só o mecanismo de atualização, os prazos de pagamento nem o destino orçamentário final de cada crédito.

O ministro afirmou que as obras provinciais não pararam apesar da retirada ou do atraso do financiamento nacional. Essa afirmação faz parte da defesa política do acordo e deverá ser confrontada com os certificados, cronogramas e estados de execução de cada intervenção. O reconhecimento de uma dívida não equivale necessariamente a um desembolso imediato: o efeito fiscal dependerá da forma de pagamento prevista, da aprovação legislativa e do cumprimento posterior das obrigações assumidas. Também é importante saber se o convênio utiliza dinheiro, compensações, títulos ou outros ativos, porque cada modalidade tem tempos e riscos diferentes para as contas provinciais.

Fayad esclareceu ainda que o convênio não modifica o projeto mendocino de cobrar pedágios nos corredores intervenidos. O esquema alcançaria a Ruta Nacional 40, especialmente a Acceso Sur, e a Ruta Nacional 143 entre San Carlos e San Rafael. O Governo sustenta que essa arrecadação gerará uma fonte específica para conservar a infraestrutura uma vez concluídas as obras. Ainda deverão ser conhecidas tarifas, categorias, isenções, pontos de cobrança, custos operacionais e mecanismos de controle.

A continuidade do pedágio abre um debate diferente ao reconhecimento de créditos. Se a Nação reintegra gastos prévios e a Província cobra pelo uso futuro, as autoridades deverão explicar qual componente financia cada instrumento e evitar uma sobreposição sem justificativa. Também será necessário estabelecer o marco jurídico para intervir e tarifar rodovias nacionais, a distribuição de responsabilidades de manutenção e o tratamento de usuários frequentes, transporte produtivo e residentes das áreas afetadas.

Entre as reivindicações que ficaram fora do acordo, Fayad mencionou obras de água, saneamento e irrigação pagas com recursos de Mendoza, apesar de compromissos federais. Não informou um valor consolidado para esses processos nem um calendário de resolução. A estratégia será negociá-los por etapas e buscar novos convênios. Esse procedimento pode facilitar acordos parciais, mas obriga a manter um registro público que permita conhecer capital, atualização, documentação de suporte e estado de cada gestão.

O entendimento por ARS 121.282 milhões é um avanço administrativo e político para Mendoza, não o fechamento da relação financeira com a Nação. A Província mantém reivindicações pendentes e sustenta uma política própria de recuperação de custos mediante pedágios. A avaliação completa dependerá da redação do convênio, de sua execução e do desenho tarifário. Até que esses elementos sejam públicos, cabe diferenciar valores reconhecidos, pagamentos efetivamente recebidos e recursos futuros que se projeta cobrar dos usuários. A Legislatura tem a oportunidade de exigir anexos, cronogramas e critérios de prestação de contas antes de autorizar um acordo que comprometa a infraestrutura e as relações fiscais de longo prazo. Essas informações também serão necessárias para que transportadores e residentes avaliem o custo futuro de circulação. O controle deve continuar após a aprovação legislativa.

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