San Juan abriu a terceira negociação docente do ano com dois aumentos consecutivos de 1,5% no valor índice para novembro e dezembro. O esquema soma cerca de 3% no fechamento de 2026 e foi apresentado a UDAP, UDA e AMET. Os sindicatos levaram a proposta às bases.
A mecânica importa porque o aumento de dezembro incide sobre o índice já reajustado em novembro. O acumulado fica ligeiramente acima de 3%, mas o efeito real depende da composição salarial, antiguidade, carga horária e adicionais vinculados ao índice.
O intervalo até 4 de novembro transfere a decisão aos filiados. Patricia Quiroga, Karina Navarro e Adrián Ruiz deverão informar se as bases aceitam, rejeitam ou pedem melhora. O processo mede o apoio real nas escolas.
A discussão não se limita a dois meses. O salário de dezembro costuma virar base do ano seguinte, então o percentual incorporado agora afeta 2027. Os sindicatos podem consolidar perda de poder de compra; o Governo assume aumento permanente na folha.
A inflação será central. Uma alta nominal de 3% só representa recuperação real se novembro e dezembro somarem menos que isso. Se os preços subirem mais, haverá nova perda. Os sindicatos compararão a oferta com dados mensais e anuais.
A Província precisa considerar a capacidade fiscal. Educação pesa no gasto e qualquer reajuste se multiplica por milhares de cargos. Mas atualização insuficiente também pode gerar ausências, renúncias, horas sem cobertura e conflito.
A transparência é outro ponto. As bases deveriam receber simulações por cargo, antiguidade e jornada, não apenas o percentual do índice. O mesmo 1,5% pode significar valores muito diferentes conforme a estrutura salarial.
O próximo passo é a resposta de 4 de novembro. A aceitação fecha o ano sem novo conflito; a rejeição pode exigir percentual maior, cláusula de revisão ou enfrentar medidas. O número é pequeno, mas define o piso para 2027.