Santa Cruz apresentou o En Comunidad como política de apoio material e pedagógico para 2027. Claudio Vidal anunciou 93 mil mochilas, 93 mil pares de tênis e kits para estudantes de todos os níveis. As inscrições começam em dezembro e a entrega será antes das aulas de fevereiro.
Criado pela Resolução 2206/26 do Conselho de Educação, o programa se articula com Transformar a Secundaria e o Plano de Alfabetização. Os quatro eixos são tempo de ensino, condições materiais, acompanhamento das trajetórias e participação comunitária.
O plano inclui 5 mil bolsas financiadas pelo Tesouro e por aportes privados. Os critérios serão publicados em dezembro. Devem priorizar necessidade econômica, continuidade e equilíbrio territorial, com mecanismos transparentes.
Vidal ligou a assistência à recuperação das escolas. O Governo cita pintura, manutenção e reparos, mas a política precisa de indicadores: escolas concluídas, problemas estruturais resolvidos, serviços garantidos e dias de aula preservados.
O governador voltou a criticar a rejeição da Lei de Financiamento Estratégico. O debate exige montantes, destino, prazo, garantias, custos, projetos e capacidade de pagamento.
Vidal também mencionou as represas do rio Santa Cruz e prometeu novidade para trabalhadores, sem detalhes verificáveis. Há transferências e previsões orçamentárias, mas a continuidade depende de desembolsos, contratos, crédito externo e condições trabalhistas.
A combinação de assistência, infraestrutura, financiamento e grandes obras cria estratégia muito visível. A legitimidade exige critérios universais, ausência de marca partidária e transparência nos aportes privados. A ajuda não substitui salários e qualidade pedagógica.
O próximo passo é publicar critérios, custo e calendário com proteção de dados, além de detalhar represas e lei financeira. O sucesso será medido por trajetórias sustentadas e avanço físico comprovado, não apenas por entregas e anúncios.