A Câmara de Deputados de Salta aprovou a prorrogação por um ano da emergência hídrica vigente desde 2022 e enviou o texto ao Senado. O debate durou quase quatro horas, teve cerca de vinte e cinco oradores e apenas um voto contrário, de José Gauffín. O apoio amplo não elimina a preocupação com uma exceção renovada continuamente.
O oficialismo justificou a medida pela possível intensidade do El Niño e pelas cheias nos rios Pilcomayo, Bermejo e Juramento. Também citou 37 bacias urbanas de alto risco. Defensores falam em limpeza de canais, defesas, assistência sanitária e coordenação rápida.
O regime permite realocar verbas, acelerar contratações e organizar a crise. Isso pode ser decisivo numa inundação, mas reduz controles ordinários. Quanto mais dura, maior a obrigação de publicar gastos, contratos e resultados.
Deputados oficialistas afirmaram que milhares de intervenções estão em andamento e que a Nação excluiu Salta de fundos do El Niño. As afirmações precisam de rastreabilidade: local, valor, avanço, beneficiários e efeito real.
A La Libertad Avanza criticou a falta de resultados desde 2022, mas apoiou a prorrogação para não retirar ferramentas. Franco Lastra disse que o Executivo já tem poderes e Aguas del Norte enquanto comunidades seguem sem abastecimento regular.
José Gauffín foi o único voto contrário. Ele apoiou a emergência original, mas vê as renovações como fracasso de uma política permanente. Criticou a falta de relatórios e a redução dos controles de contratação.
O dilema não é prevenção ou obras, mas integração. Salta precisa de capacidade emergencial e também redes, plantas, manutenção, defesas e indicadores públicos. A exceção deveria ter metas anuais e saída programada.
O Senado decidirá agora. Uma extensão responsável deveria exigir relatório desde 2022, painel público de obras e contratos, prioridades para comunidades sem água segura e cronograma de retorno às regras comuns.