A Confederación General del Trabajo levou à Ministerio de Economía três reivindicações para aliviar o endividamento de famílias e pequenas e médias empresas. A apresentação foi realizada durante uma mobilização compartilhada com as duas CTA e organizações sociais. O documento sustenta que o ordenamento macroeconômico não é suficiente se continuarem a queda da renda, o consumo enfraquecido e os altos custos financeiros.
O primeiro pedido consiste em que o Banco Central regule e limite as taxas aplicadas por bancos e emissores de cartões a empréstimos pessoais, saldos financiados e outros instrumentos destinados a pessoas. A CGT argumenta que o acúmulo de juros compromete uma proporção crescente dos rendimentos e pode transformar obrigações inicialmente manejáveis em dívidas difíceis de cancelar.
O segundo ponto solicita uma resposta específica para as pequenas e médias empresas. A central argumenta que muitas empresas precisam reorganizar passivos e obter capital de giro para sustentar a produção e o emprego. Em seu diagnóstico, a falta de crédito acessível não afeta apenas os proprietários: também repercute sobre fornecedores, trabalhadores e economias locais quando uma empresa reduz sua atividade ou fecha.
A terceira reivindicação propõe um programa de refinanciamento para residências e empresas, com prazos estendidos, uma redução transitória da carga de pagamentos e taxas compatíveis com a evolução da renda. O texto adverte ainda que, quando desaparecem as alternativas formais, aumenta o recurso a circuitos financeiros informais com custos maiores e menor proteção para os devedores.
A mobilização vinculou assim o problema de crédito com a cadeia de consumo, produção e emprego. Para as organizações convocantes, a inadimplência não é um fenômeno isolado nem exclusivamente individual, mas uma consequência da deterioração do poder de compra e do encarecimento do financiamento. Os três eixos combinam regulação, assistência produtiva e reestruturação de obrigações já contraídas.
A entrega do documento não implica que as medidas tenham sido aprovadas. Até a publicação da informação, não havia sido comunicado um programa oficial com essas condições nem uma resposta favorável do Ministerio de Economía ou do Banco Central. As propostas ficam incorporadas à negociação entre o sindicalismo e o Governo; seu eventual alcance exigirá decisões regulatórias, recursos e critérios para selecionar os beneficiários.