O Governo da Cidade de Buenos Aires anunciou que reforçará o controle sobre as 12 cooperativas responsáveis pela coleta de resíduos recicláveis no distrito. A decisão, impulsionada pela administração de Jorge Macri, prevê revisar o desempenho das organizações diante de reclamações de moradores e deficiências operacionais detectadas em diferentes pontos do espaço público.
O diagnóstico oficial menciona descumprimento de horários, falta de rastreabilidade nos percursos, uso inadequado de uniformes e ferramentas, e resíduos que ficam dispersos em calçadas ou bloqueiam contêineres. O Executivo sustenta que essas falhas afetam a limpeza urbana e enfraquecem a confiança de moradores e comerciantes que separam materiais para sua recuperação.
As medidas fazem parte do Plan de Ordenamiento Urbano e se organizam em quatro eixos. O primeiro estabelece acompanhamento em tempo real dos percursos para verificar horários e condições de trabalho. O segundo incorpora padrões de qualidade, indicadores de desempenho e identificação de responsabilidades. O terceiro busca evitar a dispersão de resíduos ao redor de contêineres e prédios.
O quarto eixo contempla medir resultados com indicadores transparentes e usar essas informações para responder mais rapidamente às reclamações. A gestão portenha define o objetivo como um serviço controlado, eficiente e transparente, capaz de recuperar mais materiais sem deteriorar o espaço público. O anúncio supõe uma supervisão mais rigorosa, mas não comunicou a suspensão de nenhuma cooperativa nem mudanças na quantidade de organizações contratadas.
A revisão se soma a investimentos realizados no Centro de Reciclagem de Villa Soldati. Durante 2025 foram incorporadas obras para ampliar o tratamento de resíduos orgânicos e plásticos, depois que em 2024 começou a funcionar uma planta de resíduos mistos com capacidade aproximada para processar 700 toneladas diárias. Essa infraestrutura cobre materiais que não eram tratados por outras plantas, Centros Verdes ou pela coleta programada.
O Governo da cidade de Buenos Aires ainda não informou um calendário para aplicar os novos controles nem detalhou as consequências contratuais de um desempenho insuficiente. Por enquanto, a decisão concreta consiste em introduzir monitoramento, critérios de qualidade e avaliação pública de resultados. A implementação determinará se o esquema corrige as falhas sem afetar a continuidade laboral e operacional de quem sustenta a coleta seletiva.