A UEPC recolocou a questão salarial no Centro Cívico de Córdoba. Depois de consultar delegados, pediu a reabertura da paritária para recuperar poder de compra. O Governo reconheceu a perda real, mas não apresentou oferta e pediu prudência diante da queda da arrecadação.
A Província lembra o acordo de abril, que considera acima da inflação daquele período, e dois bônus extras. A UEPC afirma que a evolução posterior de preços e salários tornou o esquema insuficiente e justifica revisão.
A resposta oficial combina argumento jurídico e fiscal. O acordo deve ser respeitado, mas a retração reduz receitas e qualquer aumento permanente multiplica a folha. O Governo também cita dificuldades de empresas privadas como a Pauny.
A UEPC confirmou jornada de ação sem greve nem suspensão de aulas. Haverá assembleias e visibilidade com escolas abertas. A modalidade mantém pressão sem custo imediato às famílias e sinaliza possibilidade de escalada.
O conflito deixou de ser apenas docente. O SEP declarou alerta e incluiu contribuições à APROSS, aposentadorias diferidas, artigo 58, vagas críticas na saúde e unificação das equipes.
A ampliação complica Martín Llaryora. Uma concessão aos docentes pode gerar pedidos equivalentes; uma negativa pode unir sindicatos. O Governo deve distinguir recomposição geral, correções específicas e pagamentos extraordinários.
O ponto de partida precisa ser transparente. São necessárias séries de salário, antiguidade, bônus e inflação. Percentuais globais não bastam se parcelas não entram no básico ou afetam aposentadorias de modo diferente.
O próximo passo é saber se haverá mesa formal com proposta e cronograma. As escolas seguem abertas e o SEP não anunciou greve, deixando espaço. Sem oferta, a disputa pode virar conflito estatal coordenado.