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Formosa projeta fechar sem déficit apesar da queda real da arrecadação e do consumo

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Jorge Ibáñez afirmou que as províncias acumulam queda real próxima de um ponto entre janeiro e outubro e que o IVA confirma a deterioração mensal do consumo. Formosa espera fechar 2026 em equilíbrio, sem títulos nem dívida externa, embora precise de mais recursos.

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O ministro Jorge Ibáñez descreveu disciplina fiscal provincial convivendo com queda da arrecadação nacional e coparticipada. De janeiro a outubro, as províncias perderam quase um ponto real e novembro pode ser pior, deixando pouca margem no fechamento.

Ibáñez usa o IVA como termômetro do consumo. Sua queda mensal mostra fraqueza nas compras e no comércio. Menos IVA significa menos coparticipação, menos transferências aos municípios e menor demanda para empresas, afetando emprego e receita.

O ministro atribui o quadro ao modelo nacional, que beneficiaria grandes corporações e petróleo, gás e mineração, enquanto indústria, pymes, comércio e construção sofrem. A leitura política levanta uma questão mensurável sobre o derrame do crescimento exportador.

Formosa espera fechar 2026 sem déficit. A Província não gastaria mais do que arrecada e não teria títulos nem dívida em moeda estrangeira. Isso reduz riscos, mas o equilíbrio pode também refletir obras adiadas ou gasto contido.

A ausência de dívida externa dá estabilidade, mas limita infraestrutura quando a arrecadação cai. Estradas, energia, água, moradia, saúde e educação exigem investimento de longo prazo. A escolha é quais projetos justificam crédito sustentável.

A dependência de impostos nacionais torna o federalismo fiscal central. Províncias com menor base própria sentem mais a queda do IVA e Ganhos. Se as transferências não automáticas caem, o ajuste chega aos governos locais.

Reativar consumo, indústria, comércio e emprego exige crédito, compras públicas, infraestrutura, formação e salários. Cada ferramenta tem custo. Formosa deve explicar como preservará o equilíbrio e financiará a recuperação.

O próximo passo é observar novembro e o fechamento real. Devem ser publicados execução, dívida flutuante, pagamentos, investimento e salários. Fechar sem déficit é relevante; o teste maior é não deteriorar serviços e capacidade social.

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