Salta Política

Kosiner defendeu as PASO como ferramenta para ordenar novas lideranças

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O ex-deputado nacional celebrou o diálogo entre dirigentes, parlamentares e governadores peronistas e questionou a suspensão das primárias em Salta. Propôs mantê-las ou estabelecer outra norma de ordem pública que obrigue os partidos a submeter suas candidaturas à cidadania.

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O ex-deputado nacional e dirigente peronista Pablo Kosiner defendeu a continuidade das primárias abertas, simultâneas e obrigatórias como mecanismo para ordenar novas lideranças. Ao analisar a situação do peronismo, valorizou uma reunião recente entre dirigentes, parlamentares e governadores desse espaço e a apresentou como um sinal de diálogo para encontrar um rumo comum.

Kosiner sustentou que um dos acordos centrais desse encontro foi a defesa das PASO. Considerou que as primárias permitem processar a competição interna e legitimar candidaturas antes da eleição geral. Sua proposta se insere em uma discussão política aberta: expressa a postura do dirigente e não uma decisão adotada de maneira definitiva pelo Congresso ou pelas autoridades eleitorais.

Em relação a Salta, lembrou que após a pandemia foi decidido suspender as primárias provinciais. Observou que já se realizaram três eleições nas quais, segundo sua avaliação, as direções partidárias escolheram os candidatos. Qualificou esse mecanismo como uma perda importante de qualidade institucional e afirmou que as forças de oposição precisam especialmente de uma ferramenta de competição aberta.

O dirigente vinculou as primárias com a história eleitoral do peronismo e afirmou que o partido voltou ao poder sempre que recorreu a esse mecanismo. A partir dessa leitura, propôs sustentar as PASO ou estabelecer alguma norma de ordem pública que obrigue os partidos a apresentar seus candidatos à cidadania, em vez de deixar a definição exclusivamente nas mãos de suas cúpulas.

Kosiner comparou o debate argentino com os sistemas de outros países e mencionou os casos de Estados Unidos, Brasil e Uruguay. Sustentou que a validação democrática das candidaturas faz parte de uma tendência internacional e que eliminar as primárias colocaria a Argentina em um rumo inverso. As comparações fazem parte de sua argumentação política e não substituem a análise das diferenças entre cada sistema.

Também admitiu que pode ser discutido se a participação deve ser obrigatória para cidadãos independentes dos partidos. No entanto, rejeitou que o Parlamento valide a eliminação da ferramenta sem oferecer um mecanismo alternativo de seleção aberta. A definição dependerá das decisões legislativas e partidárias que forem adotadas para o próximo ciclo eleitoral; por enquanto, sua intervenção fixa uma posição dentro do debate.

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