Chubut Política

Torres condicionou um acordo entre o PRO e LLA a uma agenda de desenvolvimento

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O governador pediu que um eventual entendimento nacional supere a conveniência eleitoral e defina políticas sobre recursos, emprego e previsibilidade. Também antecipou que Chubut separará suas eleições das nacionais em 2027, embora a data dependa de uma possível reforma eleitoral.

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O governador Ignacio Torres afirmou que um eventual acordo entre o PRO e o La Libertad Avanza deve estar acompanhado por uma agenda de desenvolvimento e não se limitar a uma aliança eleitoral. Ele apresentou sua posição durante o AmCham Energy Forum, onde também falou sobre o calendário de Chubut para 2027 e sobre as regras com as quais a província organizará suas eleições.

Torres afirmou que a competição democrática é saudável, mas pediu que qualquer entendimento explique para que os espaços se reúnem. Como referência, mencionou a coalizão que sustenta sua gestão provincial, integrada por setores do peronismo, do radicalismo, do PRO e dirigentes libertários. Ele apontou o ponto de coincidência nos recursos naturais, no emprego e na previsibilidade institucional.

O governador considerou que um acordo nacional faria sentido se se traduzisse em uma agenda parlamentar capaz de sustentar políticas além de cada eleição. Também destacou a cooperação entre províncias governadas por forças diferentes para defender e desenvolver seus recursos. Sua proposta expressa uma condição política: o entendimento entre o PRO e LLA é eventual e não foi anunciado como um pacto fechado.

No plano provincial, ele antecipou que as eleições de Chubut serão realizadas separadas das nacionais em 2027. A intenção é que os pleitos provinciais e municipais ocorram de forma conjunta, mas a data ainda não está definida. Torres explicou que o cronograma também dependerá de uma eventual reforma do sistema eleitoral.

O mandatário vinculou a separação à necessidade de evitar que a discussão eleitoral gere incerteza sobre o rumo econômico e os investimentos. Propôs construir consensos capazes de resistir à volatilidade política e evitar que as prioridades básicas sejam reavaliadas a cada quatro anos. Essa orientação ainda precisará se traduzir em decisões formais sobre data, convocação e normativa aplicável.

Torres também defendeu a eliminação das PASO e a cédula única de papel já adotada em Chubut. Afirmou que esse instrumento reduz custos e melhora a transparência, e criticou as primárias sem competição interna. O cenário combina, portanto, três definições: uma condição para possíveis alianças nacionais, a decisão de separar eleições e uma reforma eleitoral ainda pendente de precisão.

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