O Governo da Cidade convocou audiência pública para 22 de dezembro para discutir novas tarifas do metrô e Premetro. A proposta prevê boleto geral de $2.104 em 2027 e atualização mensal por doze meses de IPC mais 2%.
A medida foi formalizada pelo Decreto 390/26 e integra a política de Jorge Macri de reduzir a distância entre tarifa e custo operacional. A audiência é obrigatória, mas não vinculante, e a decisão final fica com o Executivo.
O elemento mais novo é a indexação mensal. IPC mais 2% evita grandes saltos pontuais, mas pode gerar trajetória acima da inflação. O usuário ganha previsibilidade, porém pode perder se a renda não acompanhar.
Jorge Macri precisa explicar quanto do custo é coberto pela tarifa, quanto a Cidade subsidia e qual meta de redução existe. Também devem ser publicados custos trabalhistas, energia, manutenção, material rodante, investimentos e passageiros.
A qualidade do serviço deve entrar no debate. Uma alta contínua pode ser defensável se houver melhorias de frequência, limpeza, segurança, acessibilidade e manutenção. Sem isso, a fórmula parecerá mecanismo fiscal.
O Premetro e os descontos também precisam de tratamento. Tarifa social, passes, integrações e benefícios para usuários frequentes definem quem suporta o ajuste.
A indexação mensal exige ainda cláusulas de revisão, tetos ou suspensão caso a inflação mude muito ou o serviço sofra interrupções relevantes.
22 de dezembro será a hora de discutir números. O Governo Jorge Macri precisa mostrar que o aumento financia sustentabilidade e qualidade, e não apenas caixa.