A Bolsa de Comércio de Mendoza reuniu Alfredo Cornejo, prefeitos, legisladores, empresários e economistas para discutir uma agenda além das eleições. A pergunta central é quais acordos permitem crescer, atrair investimento, gerar emprego e exportar sem recomeçar a cada governo.
O ponto de partida foi a ordem fiscal da última década. Para o oficialismo, ela permite uma segunda geração de reformas. Mas disciplina é condição, não programa completo: precisa se ligar a produtividade, infraestrutura, capital humano, financiamento e inovação.
O investimento privado ficou no centro. Participantes pediram regras previsíveis, menos burocracia e crédito. Mendoza enfrenta distância, logística, escassez hídrica, volatilidade e dependência de vinho, energia, mineração, agroindústria e turismo.
O financiamento produtivo é gargalo. Pymes precisam de capital, tecnologia e prazos longos. A Bolsa pode oferecer instrumentos e investidores, mas a agenda deve definir setores, riscos e indicadores.
Emprego e exportações precisam virar resultados. Exportar exige inteligência comercial, certificações, infraestrutura, promoção e estabilidade tributária. Emprego requer formação, mobilidade, moradia e serviços.
O encontro também é político diante da sucessão. Políticas de Estado exigem acordos entre Governo e oposição sem apagar diferenças. Consenso precisa incluir prioridades, custos e revisão, não apenas uma fotografia.
A água deve ser transversal. Não há desenvolvimento sustentável sem eficiência de irrigação, infraestrutura, medição, reúso e regras de distribuição. Energia, mineração, agricultura, cidades e indústria competem pelo recurso.
O próximo passo é uma folha de rota pública com projetos, responsáveis, prazos, financiamento e metas de emprego, exportação e investimento. Acompanhamento periódico pode criar continuidade; declarações gerais não.