O Orçamento 2027 do Chaco entrou no debate legislativo com duas leituras opostas. O Governo de Leandro Zdero prevê receitas de $5,95 trilhões, gastos de $5,90 trilhões e superávit de $56,08 bilhões. A oposição vê dívida elevada, autorizações amplas e verbas insuficientes.
O Executivo concentra cerca de 84% das despesas. O gasto corrente representa 83,7% e o de capital 16,3%, quase $963,427 bilhões para investimento. A questão é quanto será executado e com quais prioridades territoriais.
O capítulo financeiro concentra críticas. O projeto autoriza Letras por até $300 bilhões, com vencimentos até 2028, e prevê $650,183 bilhões para amortizações. Mesmo para desencaixes sazonais, é preciso publicar taxas, prazos, garantias e uso da coparticipação.
Sebastián Benítez Molas afirma que a dívida duplicou e falta detalhe sobre os empréstimos. Seu bloco apresentou parecer alternativo e não apoiará o texto sem mudanças. A passagem de $8 bilhões anteriores para $300 bilhões evidencia o salto.
A oposição também pede mudanças em saúde, educação e água. Cita problemas sanitários, salários docentes e redução de recursos da APA. O Governo pode apontar $1,34 trilhão em educação, mas deve mostrar cobertura de salários, insumos e prédios.
O orçamento inclui $48 bilhões para Chaco Subsidia e 74.294 cargos, além de 282.623 horas cátedra. Os números mostram a dimensão social. São necessárias metas, beneficiários e custos por programa.
Benítez Molas ligou o orçamento à unificação das eleições. A medida pode reduzir custos, mas regras eleitorais exigem debate democrático separado.
O próximo passo é comparar os textos e abrir dados de dívida, Letras, APA, saúde e educação. Superávit inferior a 1% deixa pouca margem. A credibilidade dependerá de serviços essenciais sem dívida crescente e opaca.