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Cano cobra fundos federais e propõe frente oposicionista com programa comum em Tucumán

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O dirigente radical denunciou desigualdade nos subsídios ao transporte, retenção de ATN, desvio de recursos hídricos e queda das obras públicas. No plano provincial, pediu reunir UCR, Fuerza Republicana, CREO e outros setores em torno de propostas verificáveis, e não apenas da rejeição ao oficialismo.

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José Cano recolocou o federalismo fiscal no centro do discurso e o ligou à reorganização da oposição em Tucumán. O legislador radical criticou o Governo Milei por subsídios, obras paradas e uso de fundos vinculados, e pediu um programa comum.

Uma das principais reclamações é o transporte. Cano afirma que cada usuário do AMBA recebe cerca de $1.700 de subsídio, enquanto o fundo do interior foi eliminado. Tucumán usa recursos próprios para evitar passagem acima de $2.500. A comparação precisa de dados oficiais atualizados.

Ele também denunciou que cerca de $500 bilhões arrecadados entre maio de 2025 e outubro de 2026 para obras hídricas teriam sido usados em operações financeiras. A acusação exige auditoria e documentação porque envolve possível desvio de recursos específicos.

Outro eixo são os ATN. Cano calcula que a Nação retém quase $3 trilhões e pede distribuição automática. Os recursos atendem desequilíbrios e emergências, mas são historicamente discricionários. Uma reforma precisa de critérios, dados mensais e controle.

O dirigente disse ainda que o investimento nacional em obras caiu 85%. O percentual deve ser verificado por período, mas a paralisação afeta emprego, construção, estradas, água e saneamento. Cano defende controles melhores em vez de abandono.

Seu diagnóstico inclui queda de 8,3% do IVA em outubro como sinal de consumo fraco. Um mês não define a economia, mas pode refletir menor atividade ou renda. A oposição precisa converter indicadores em programa de estabilização e crescimento.

Em Tucumán, Cano quer reunir UCR, Fuerza Republicana, setores do CREO e dirigentes próximos de Mariano Campero. Critica a fragmentação da LLA. Unidade, porém, exige regras e políticas comuns em segurança, educação, saúde, produção e transparência.

O próximo passo é documentar as reclamações e criar uma mesa programática. Cano deve apresentar dados de subsídios, fideicomissos, ATN e obras, e os partidos definir uma gestão comum. Um frente competitivo precisa de plano de recursos e infraestrutura.

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