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ATE adia protestos em aeroportos pela visita papal, mas mantém o conflito aberto

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O sindicato garantiu todos os voos durante a visita de Leão XIV após mediação da Igreja e reprogramará as medidas depois da agenda oficial. A ATE cobra salários, segurança operacional, condições de trabalho e explicações sobre cerca de $220 bilhões anuais arrecadados pela taxa aérea.

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A ATE suspendeu temporariamente os protestos previstos em aeroportos de todo o país para não interferir na visita do papa Leão XIV. A decisão ocorreu após comunicação de Marcelo Colombo, presidente da Conferência Episcopal, preocupado com o deslocamento de fiéis, autoridades religiosas e passageiros. O sindicato garantiu os voos, mas manteve o conflito.

A medida é uma trégua limitada, não um acordo com o Governo. Rodolfo Aguiar disse que o sindicato atendeu ao pedido da Igreja e à mediação, mas retomará os protestos após a visita. A ATE separa o gesto de qualquer apoio político a Milei ou Caputo.

Haverá reunião com o subsecretário de Transporte Aéreo, Hernán Gómez. A ATE afirma que o conflito dura mais de seis meses e que a conciliação obrigatória não criou uma mesa resolutiva. O diálogo precisa de responsáveis, prazos, documentos e compromissos.

As demandas combinam salário e segurança. O sindicato denuncia remunerações insuficientes e deterioração da higiene, segurança técnica e condições de trabalho. Também afirma que o baixo investimento pode comprometer pessoal, tripulações e usuários. São necessárias auditorias independentes.

A ATE quer ainda saber o destino de cerca de $220 bilhões anuais da taxa aérea. Diz que menos de 10% volta para operação e salários. A questão exige rastrear arrecadação, gestão, gastos e retorno ao sistema aerocomercial.

Garantir voos reduz o impacto imediato e evita que a visita papal seja capturada pelo conflito. Ao mesmo tempo, a suspensão pode aumentar a pressão porque a Igreja assumiu mediação e o sindicato já definiu a retomada.

O Governo deve equilibrar continuidade, direito de protesto e segurança. Resposta disciplinar pode aprofundar o conflito; concessão sem diagnóstico não resolve falhas. É preciso publicar dados de pessoal, infraestrutura, incidentes, inspeções e orçamento.

O próximo passo é a reunião e a nova data de protesto. A trégua abre uma janela curta. Se produzir auditorias, cronogramas e recursos, pode haver saída; caso contrário, o conflito voltará depois da agenda oficial.

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