Marcelo Arancibia começou a construir candidatura ao governo de San Juan em 2027 por meio do novo partido Compromiso. O advogado diz buscar reconhecimento eleitoral e estrutura nos 19 departamentos. Apresenta o projeto como terceira opção diante de Marcelo Orrego e do peronismo.
A iniciativa parte de um vazio de representação. Arancibia afirma que há eleitores que não querem voltar ao justicialismo nem se sentem representados pelo governo provincial. Mira independentes, desencantados e eleitores de Milei sem expressão local.
Ele criticou José Peluc e a direção local da La Libertad Avanza, acusando-a de perder protagonismo ao se aproximar de Orrego. A afirmação política precisa ser comparada com alianças, votos e decisões concretas.
Criar um partido exige mais que uma marca. Compromiso precisa de filiados, autoridades, reconhecimento, contas, fiscais e candidatos. Chegar aos 19 departamentos é ambicioso diante de agendas urbanas, agrícolas, mineiras e cordilheiranas.
Arancibia se diz preparado, mas reconhece que precisa consolidar equipes. Uma candidatura competitiva requer especialistas em finanças, água, mineração, energia, saúde, educação, segurança e infraestrutura.
O espaço deve definir também sua identidade nacional. Criticar libertários locais não esclarece se apoiará o programa de Milei, um centro provincial ou alianças variáveis. Isso importa numa província dependente da mineração e da Nação.
A fragmentação cria oportunidades, mas pode dispersar votos. Se Compromiso crescer, obrigará os demais a rever alianças; sem estrutura, pode virar candidatura testemunhal ou instrumento de negociação.
O próximo passo é o reconhecimento e a apresentação de dirigentes departamentais. Arancibia precisa transformar anúncio em filiação, programa, financiamento transparente e presença territorial.