O Centro de Viñateros y Bodegueros del Este pediu ao Governo de Mendoza que intervenha diante da estagnação ou queda dos preços do vinho, da escassez de operações e do aumento dos custos. A entidade afirmou que eletricidade, combustíveis, insumos e serviços continuam encarecendo sem uma redução paralela de impostos municipais, provinciais ou nacionais.
O plano colocou em primeiro plano o Banco de Vinos, criado para atuar diante de desequilíbrios do mercado. A organização pediu que essa ferramenta seja utilizada enquanto sua legislação estiver vigente. Também lembrou que há mais de um ano propôs uma operação para impulsionar exportações de vinho a granel, além da ativação do organismo, sem obter a resposta que esperava.
A entidade esclareceu que não questiona as políticas provinciais voltadas para energia, mineração e petróleo, mas considerou a vitivinicultura relegada. Seu argumento é que o setor não produz apenas vinho: sustenta empresas, empregos, famílias e o enraizamento em numerosos departamentos. Essa interpretação faz parte da reivindicação institucional e não constitui uma decisão oficial sobre prioridades orçamentárias.
A preocupação também atingiu as condições de venda. O Centro enumerou contratos cuja cópia não fica nas mãos do vendedor, atrasos entre o acordo e a retirada do produto, pagamentos computados a partir dessa retirada e não desde a operação, requisitos adicionados posteriormente e renegociações quando o volume já está comprometido. Segundo a entidade, essas práticas reduzem a previsibilidade e transferem o custo financeiro.
O comunicado rejeitou que essas assimetrias sejam tratadas apenas como problemas entre privados. Sustentou que, quando certas práticas se tornam generalizadas, o Estado pode gerar regras mais transparentes ou aplicar instrumentos de intervenção. A afirmação reflete a posição de viticultores e produtores de vinho do Leste; não implica que as situações mencionadas tenham sido verificadas em todas as operações do mercado.
O setor relacionou a perda prolongada de rentabilidade com menor investimento, deterioração das explorações, menos emprego e enfraquecimento do vínculo rural. Também esclareceu que não existe uma relação direta entre preço baixo e delito, embora considere que um território produtivo ativo melhora a prevenção. O pedido concreto é utilizar ferramentas existentes; a resposta governamental e suas eventuais medidas permanecem pendentes.