Os produtores de peras, maçãs, marmelos e cerejas de Neuquén deverão se inscrever ou reinscrever durante agosto no Registro Nacional Sanitário de Produtores Agropecuários. Quem destinar frutas a mercados externos também terá que renovar os programas sanitários específicos exigidos por cada destino. O procedimento abre o calendário de preparação para a nova temporada de exportação.
A primeira etapa é completada por autogestão no Sistema Integrado de Gestão de Rastreabilidade Frutícola, conhecido como Sigtraza. Para acessar é necessária a Chave Fiscal de ARCA. Os exportadores têm, além disso, uma instância presencial: devem levar em duplicado o formulário do RENSPA e os anexos de cada programa ao escritório do SENASA mais próximo para validar a documentação.
Antes de confirmar a inscrição, cada estabelecimento deve atualizar os quadros de plantio de seus lotes. A declaração compreende quantidade de plantas, distâncias entre fileiras e exemplares, ano de implantação, espécie e variedade. Esses dados servem para estimar rendimentos por hectare e definir a rede de armadilhas que monitora pragas dentro dos planos de exportação.
Quando houve uma mudança de titularidade ou de contrato de exploração, a documentação pode ser enviada ao e-mail disponibilizado pelo órgão ou apresentada pessoalmente. Exige-se o instrumento que comprove o uso do campo, identificação do titular ou representante, comprovante de CUIT ou CUIL e, se for o caso, o contrato social da empresa responsável.
Os protocolos não são iguais para todos os produtos e destinos. Peras, maçãs e marmelos têm programas diferenciados para Brasil, China e Israel. As cerejas possuem requisitos específicos para China e Canadá; este último mercado aplica medidas integradas contra Lobesia botrana. Os anexos de pepita são emitidos prontos desde Sigtraza, enquanto os das cerejas devem ser preenchidos manualmente.
A inscrição de agosto não encerra o processo. Entre setembro e meados de outubro, os estabelecimentos receberão inspeções do SENASA e deverão ter à disposição os formulários e o caderno de campo atualizado. A obrigação também se aplica a produtores de Río Negro, mas a classificação territorial destaca seu efeito em Neuquén. Preencher corretamente o registro é o passo inicial para manter a rastreabilidade, o controle sanitário e o acesso estável aos mercados.