Mendoza Política

Ulpiano Suárez rejeitou uma eventual troca de votos pelos subsídios de zona fria

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O prefeito de Mendoza questionou as versões sobre uma negociação entre a Casa Rosada e governadores do norte em torno dos subsídios energéticos. Defendeu a permanência provincial no regime e advertiu que enfrentar territórios não resolve as desigualdades; não há um pacto confirmado.

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O prefeito da Cidade de Mendoza, Ulpiano Suárez, rejeitou a possibilidade de que os votos para modificar o regime de zonas frias sejam negociados em troca de subsídios elétricos para províncias do norte. A discussão surgiu depois de uma reunião de Diego Santilli e Luis Caputo com dez governadores, e se apoia em versões sobre uma eventual troca que não foi confirmada oficialmente.

Suárez sustentou que uma política energética não deve enfrentar umas províncias contra outras. Defendeu a permanência de Mendoza entre os territórios alcançados pelo benefício e afirmou que as baixas temperaturas constituem uma condição climática comprovável, não uma variável que possa ser definida exclusivamente a partir de necessidades fiscais ou acordos parlamentares.

O Governo de Mendoza e Alfredo Cornejo questionam aspectos da legislação vigente porque incorporou zonas que, a seu critério, não deveriam receber o subsídio. Essa crítica não implica aceitar a exclusão de Mendoza. A posição provincial busca revisar o cadastro e focalizar a ajuda sem perder o reconhecimento dos departamentos onde o consumo de gás aumenta por razões climáticas.

As versões atribuem ao Governo nacional a intenção de reduzir um universo próximo a quatro milhões de usuários em Buenos Aires, Santa Fe, Córdoba, San Luis e Mendoza. O esquema manteria a cobertura na Patagônia, na Puna e em Malargüe, além de setores vulneráveis sob critérios mais rigorosos. Trata-se de uma orientação informada no âmbito de negociações, não de uma reforma já sancionada.

O projeto permanecia travado no Senado e os votos dos mendocinos Rodolfo Suárez e Mariana Juri eram relevantes. Relatórios jornalísticos indicavam que a Casa Rosada poderia reunir apoios em setembro, mas não confirmavam um acordo fechado com os governadores do norte. Ulpiano Suárez reagiu precisamente a essa hipótese e reivindicou uma solução que contemple as particularidades de cada região.

A definição corresponde ao Congresso e ainda pode mudar durante o processamento. Até então, nem a redução de beneficiários nem a suposta troca por subsídios elétricos constituem decisões firmes. A intervenção do prefeito estabelece uma linha política: Mendoza aceita discutir o foco do regime, mas rejeita que a continuidade da zona fria seja usada como moeda de negociação entre províncias.

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