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Mendoza confirma dois aviões e rejeita o esquema antigranizo pedido por San Rafael

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O prefeito Omar Félix pediu três aeronaves por pelo menos oito anos e que a província cobrisse metade dos custos. O ministro Rodolfo Vargas Arizu manteve a oferta de dois aviões, questionou os dados municipais e defendeu assistência direta contra geadas, responsáveis pela maior área afetada.

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A próxima temporada antigranizo do sul de Mendoza ficou marcada por um desacordo aberto entre San Rafael e o governo provincial. O prefeito Omar Félix pediu três aviões, cessão mínima de oito anos e financiamento provincial de 50% da operação. O ministro da Produção, Rodolfo Vargas Arizu, rejeitou o plano, confirmou dois aparelhos e afirmou que a prioridade seguirá na assistência direta aos produtores.

Félix justificou a terceira unidade como reserva enquanto os outros aviões pousam, abastecem e repõem sinalizadores e cartuchos. Com apenas dois, segundo o município, tempestades intensas podem criar períodos sem cobertura. O pedido ganhou urgência diante de previsões associadas a um El Niño forte, capaz de ampliar a formação de granizo e exigir voos contínuos sobre grandes áreas produtivas.

A proposta municipal também dividiu custos. San Rafael pediu que a província sustentasse metade da operação e que San Rafael e General Alvear pagassem os outros 50%, em proporção de 70% e 30% conforme os hectares protegidos. Também solicitou manutenção, oficina, material de semeadura, seguros, infraestrutura aeroportuária, radares e informação meteorológica.

Os dois municípios operam o sistema aéreo no sul há duas temporadas, depois que a província mudou sua participação direta. O prefeito de General Alvear, Alejandro Molero, afirmou dispor de logística e infraestrutura para continuar. San Rafael também aceitou manter a operação, mas condicionou a continuidade a mais financiamento. O conflito envolve escala, responsabilidades e recursos, não a existência do sistema.

Vargas Arizu recusou ampliar a cessão e questionou a base estatística usada para defender a eficácia aérea. Em dez temporadas, a província registrou 136.809 hectares com perdas climáticas: 104.428 hectares, 76,3%, por geadas, e 32.381, 23,7%, por granizo. O Executivo utilizou a comparação para justificar mais peso à compensação direta do que a um terceiro avião.

O debate contrapõe dois critérios de política produtiva. Os municípios dizem que a prevenção aérea evita danos e protege lavouras, empregos e atividade. A província responde que as geadas explicam mais de três quartos da área afetada e que a ajuda econômica deve ser priorizada. Nenhuma opção elimina o outro risco: uma temporada pode combinar granizo, frio e orçamento limitado.

San Rafael estimou em 5.300 hectares a média anual afetada em duas décadas, com cerca de 2.300 hectares em 2024/25 e 2.900 em 2025/26. O município interpreta a queda como prova favorável ao sistema. A província diz que a causalidade não foi demonstrada e compara os danos com as geadas. A controvérsia técnica definirá a divisão entre prevenção e compensação.

Antes da temporada de tempestades, as partes devem definir a transferência dos dois aviões, manutenção, insumos e orçamento. San Rafael pode aceitar o modelo reduzido, reformular o pedido ou buscar aportes com General Alvear e produtores. A província já estabeleceu o limite: não haverá terceiro aparelho. Falta saber se dois aviões permitem uma operação compartilhada ou prolongam o conflito.

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