Buenos Aires Economia

Os estabelecimentos fechados permanecem cada vez mais tempo vazios no centro de Tandil

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O Sindicato dos Empregados de Comércio descreveu uma rotação muito mais lenta dos imóveis do microcentro: depois de uma liquidação e do fechamento, já não surge rapidamente outro negócio. A cidade ainda não dispõe de um censo local consolidado que mensure a magnitude do fenômeno.

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O centro de Tandil mostra uma presença crescente de comércios fechados que permanecem vazios por períodos mais longos. As liquidações de mercadorias antes de deixar os imóveis e os cartazes de venda de fundos de comércio se tornaram imagens recorrentes do microcentro. O fenômeno é visível em ruas como Rodríguez, embora as informações disponíveis não forneçam um levantamento local que permita precisar quantos estabelecimentos deixaram de funcionar.

José Larraburu, secretário-geral do Sindicato de Empleados de Comercio de Tandil, qualificou a situação como preocupante. Sua observação principal não se limita ao fato de haver fechamentos: também mudou a velocidade de substituição. Em outros momentos, um espaço desocupado podia receber rapidamente um novo investimento; agora as persianas permanecem baixas por mais tempo, à espera de empreendimentos que não chegam.

A retração do consumo aparece como o quadro imediato dessa vacância. As famílias reduzem gastos e recorrem ao endividamento para sustentar compras básicas, enquanto os comércios perdem movimento. Quando o faturamento não é suficiente, os negócios liquidam estoques e abandonam o imóvel. Essa sequência descreve uma crise comercial em execução, mas não autoriza a converter cada local vazio em um fechamento ocorrido durante o mesmo período.

O diagnóstico local foi acompanhado por números nacionais divulgados pelo Governo da província de Buenos Aires. O ministro Carlos Bianco citou uma estatística que coloca em 7.567 a perda de empresas comerciais no país e falou de aproximadamente 30 negócios a menos por dia. Também afirmou que, desde a mudança de governo nacional, fecharam mais de 28.000 empresas. São magnitudes de alcance argentino e não uma contagem específica de Tandil.

Bianco acrescentou que sete em cada dez empresas fizeram demissões durante o primeiro semestre para reduzir custos diante da queda nas vendas; afirmou ainda que 64% dos trabalhadores não recebeu aumentos salariais e que 35% das empresas planejava continuar reduzindo pessoal. Essas afirmações foram apresentadas como contexto político e trabalhista. A evidência estritamente tandilense continua sendo qualitativa: mais persianas fechadas e períodos de vacância mais longos.

O próximo dado necessário será um levantamento sistemático do centro que diferencie locais fechados, imóveis para alugar, mudanças e negócios substituídos por outra atividade. Até que exista essa medição, o sinal verificável é a deterioração da rotatividade comercial indicada pelo sindicato e visível no centro. A duração da vacância é importante porque prolonga a perda de atividade, emprego e circulação em cada quarteirão afetado.

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