A deputada nacional Victoria Tolosa Paz reivindicou que o Governo nacional destine recursos à manutenção das rodovias 12 e 14 antes de avançar com novos pedágios em Misiones. A legisladora levantou o tema durante uma reunião do Partido Justicialista provincial e vinculou o estado dos corredores com o uso da arrecadação do imposto sobre combustíveis.
Tolosa Paz afirmou que uma parte desse tributo tem destinação para o Sistema Viário Integrado e que os usuários já contribuem com fundos toda vez que abastecem combustível. A partir dessa premissa, questionou que devam pagar também uma taxa por circular em rotas que não receberam as obras necessárias. Em sua opinião, a combinação configura uma dupla cobrança se a arrecadação rodoviária não retornar para a manutenção da infraestrutura.
A deputada colocou o foco nas rodovias nacionais 12 e 14 e afirmou que a prioridade deve ser transferir para Misiones o dinheiro necessário para reparar e conservar as vias. Também mencionou a ampliação da rodovia 105, que liga Posadas com San José, e outras melhorias de pavimentação pendentes. Sinalizou que uma concessão pode cobrar pedágio quando o Estado entrega o corredor em condições adequadas, hipótese que questionou neste caso.
Sua crítica alcançou o esquema geral de concessões anunciado pela Nação. Considerou que o modelo favorecerá principalmente os corredores com trânsito suficiente para ser rentável para operadores privados e perguntou como serão mantidos os 31.000 quilômetros de rodovias nacionais que, segundo indicou, ficariam fora das licitações e sem receitas de pedágio.
Como resposta, Tolosa Paz antecipou que buscará levar a reivindicação à Justiça. Lembrou que apresentou um habeas corpus coletivo na província de Buenos Aires e anunciou que pretende estendê-lo às rotas 12 e 14 junto com Entre Ríos. Propôs que Buenos Aires, Entre Ríos, Corrientes e Misiones coordenem prioridades por trecho, levando em conta riscos, frequência de circulação e estado de cada via.
A proposta ainda não constitui uma resolução judicial nem obriga a execução de obras. Trata-se de um anúncio político e legal voltado a reivindicar o investimento de fundos rodoviários nas províncias atravessadas pelo corredor. A discussão se concentra em duas perguntas: como será aplicada a arrecadação existente e em que condições poderão ser cobrados pedágios sem repassar aos usuários o custo de uma infraestrutura deteriorada.