Buenos Aires Política

Gray pediu que a ABSA dispute 90% da AySA

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O prefeito de Esteban Echeverría pediu a Axel Kicillof que a empresa provincial participe da licitação de privatização. Segundo ele, a presença da Província poderia proteger a expansão das redes de água e esgoto nos municípios bonaerenses.

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O prefeito de Esteban Echeverría, Fernando Gray, pediu ao governador Axel Kicillof que a Aguas Bonaerenses S.A. participe da licitação de 90% das ações da Agua y Saneamientos Argentinos S.A. A iniciativa integra o processo de privatização da AySA promovido pelo Governo nacional e busca dar à Província participação na definição de quem administrará o serviço metropolitano.

Gray fundamentou seu pedido no risco de que uma administração privada adie as obras destinadas a ampliar a cobertura de água potável e esgotos sanitários. Ele sinalizou que os principais investimentos históricos foram executados pelo Estado nacional e afirmou que Esteban Echeverría ainda precisa de infraestrutura para acompanhar seu crescimento urbano e melhorar as condições de vida de milhares de famílias.

AySA atualmente abastece de água potável mais de 11,4 milhões de pessoas e presta o serviço de esgoto a mais de 9,6 milhões. Sua área de concessão compreende 26 municípios da província de Buenos Aires e a Cidade Autônoma de Buenos Aires. Para o chefe municipal, qualquer redução das metas de expansão poderia aprofundar as diferenças territoriais entre áreas que já dispõem de redes e bairros que continuam sem acesso.

A apresentação enviada ao Governo da província de Buenos Aires também objeta ao esquema de investimentos previsto para a futura concessão. De acordo com esse documento, durante os primeiros dez anos seriam priorizados a manutenção e a renovação da infraestrutura existente em detrimento da expansão das redes. As principais obras estruturais ficariam para etapas posteriores e a universalização do serviço não estaria incluída dentro dos 30 anos de concessão.

O impacto seria especialmente sensível em Esteban Echeverría, onde persiste a necessidade de adicionar conexões de água e saneamento para responder ao crescimento demográfico. Gray afirmou que uma intervenção de ABSA permitiria à Província participar do planejamento, ordenar prioridades de obra e colocar a ampliação da cobertura entre os objetivos centrais da gestão.

O pedido não significa que ABSA já tenha decidido competir nem que a Província tenha apresentado uma oferta. A ação concreta foi a solicitação de Gray para que Kicillof instrua a diretoria da empresa provincial a intervir na licitação. A definição dependerá agora do Governo da província de Buenos Aires e das condições finais do processo de venda organizado pela Nação.

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