Corrientes voltou a pedir uma solução federal para o Corredor Belgrano, o trecho urbano formado pelas avenidas 3 de Abril, Ferré e Independencia que conecta a Ponte General Belgrano à Rota Nacional 12.
A proposta foi apresentada por Jorge Francisco Gómez, ex-presidente da Federação Econômica de Corrientes, depois que o chefe do Distrito 10 da Direção Nacional de Vias, David Moulin, afirmou que o corredor nunca pertenceu à jurisdição nacional e corresponde à esfera provincial.
Gómez afirmou que o debate não pode se limitar a uma leitura administrativa. Destacou que a ponte e a Rota Nacional 12 são infraestruturas nacionais e que o trecho urbano que as conecta cumpre uma função indispensável para o tráfego regional e nacional.
O corredor é utilizado por caminhões, ônibus, turistas, trabalhadores e cargas que superam a demanda local. Mesmo assim, a manutenção recai há décadas sobre a cidade de Corrientes, com custo estimado em cerca de 95.000 dólares por mês.
Ele considerou legítima a ação judicial iniciada pelo Governo provincial, mas advertiu que uma solução duradoura deve surgir de uma decisão política e de gestão. Propôs uma mesa de trabalho entre Nação, Província, Município e setores ligados ao transporte, à produção, ao comércio e aos serviços.
Entre as alternativas citou convênios, fundos fiduciários, financiamento específico, contribuições compartilhadas ou mecanismos incluídos na concessão da Rede Rodoviária Federal. Gómez também pediu informações claras sobre o estado estrutural da Ponte General Belgrano.
O dirigente afirmou ainda que a segunda ponte Chaco-Corrientes deve fazer parte de um roteiro com estudos, cronograma, orçamento e fontes de financiamento. Para Corrientes, o problema ultrapassa a titularidade das avenidas e afeta diretamente a competitividade, a segurança viária e o desenvolvimento provincial.