Santiago del Estero Economia

Neder cobra respostas pela deterioração das rodovias e pelo corte real na Vialidad

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O senador de Santiago del Estero afirmou ao administrador da Vialidad Nacional que o orçamento real do órgão está 79% abaixo de três anos atrás. Também alertou que quase seis de cada dez quilômetros estão em condição ruim ou regular e pediu explicações sobre o imposto aos combustíveis.

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O estado das rodovias nacionais chegou ao Senado por meio de uma cobrança específica de Santiago del Estero. José Emilio Neder questionou o administrador da Vialidad Nacional, Marcelo Campoy, sobre deterioração, corte de recursos e falta de respostas a respeito de obras e manutenção. A Comissão de Infraestrutura, Habitação e Transporte também analisava o novo modelo de concessões impulsionado pelo governo nacional.

Neder afirmou que o orçamento real da Vialidad está 79% abaixo do nível de três anos atrás e representa a menor participação relativa em três décadas. O dado explicaria o acúmulo de buracos, acostamentos danificados e trechos com falhas estruturais. Para o senador, o corte deixou as planilhas e aparece no tempo de viagem, na segurança e nos custos logísticos.

O legislador acrescentou que quase seis de cada dez quilômetros avaliados estão em condição ruim ou regular. Descreveu trechos onde motoristas precisam desviar de buracos ou trafegar pelo acostamento, elevando o risco de acidentes e o desgaste dos veículos. Em uma província atravessada por corredores de carga e longas conexões, a conservação afeta produção, passageiros e serviços essenciais.

O imposto sobre combustíveis foi outro eixo. Neder pediu que o Executivo informe quanto arrecada, que parcela chega à infraestrutura e por que os recursos não aparecem nas estradas. A pergunta relaciona uma cobrança paga por usuários e transportadores à finalidade para a qual foi criada. Sem dados desagregados, é difícil controlar execução, prioridades e obras adiadas.

Campoy compareceu à comissão para apresentar o diagnóstico do órgão, critérios de gestão e o sistema de concessões projetado. Sua presença abriu um canal institucional, mas não encerrou as diferenças. A oposição cobrou planos, cronogramas e financiamento, enquanto a Vialidad defendeu reorganizar a rede e incorporar operadores privados.

O debate sobre concessões adiciona outra camada. A transferência de corredores pode mudar quem arrecada pedágios, executa obras e controla contratos. Para as províncias, o novo modelo não pode deixar trechos menos rentáveis de fora nem substituir investimento imediato por promessa futura. Santiago del Estero precisa saber como serão tratados os corredores que cruzam seu território.

A cobrança também distingue manutenção de reconstrução. Tapar buracos e sinalizar áreas críticas reduz riscos no curto prazo, mas danos estruturais exigem intervenções caras. Quanto mais a decisão demora, maior a deterioração e o orçamento necessário. Neder pediu que o governo assuma a responsabilidade por uma rede que continua sob sua competência enquanto discute a reorganização.

A comissão deverá transformar o debate em informação verificável: execução orçamentária, destino do imposto, mapa atualizado e prazos das concessões. Para Santiago del Estero, o resultado será medido em obras e manutenção. A Vialidad e o Executivo precisam indicar quais trechos serão reparados, com quais recursos e em que calendário.

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