A aprovação do projeto da LIEX S.A. dentro do Regime de Incentivo para Grandes Investimentos voltou a colocar Catamarca no centro da agenda mineradora nacional. O governador Raúl Jalil celebrou a decisão e a definiu como um sinal positivo para a província, pelo volume de investimento, pela escala produtiva prevista e pelo impacto esperado sobre o oeste catamarquenho.
A iniciativa contempla investimento de US$ 709 milhões para ampliar o desenvolvimento de carbonato de lítio no Salar Tres Quebradas, em Fiambalá. O objetivo é somar uma planta com capacidade para produzir 40 mil toneladas por ano, além de infraestrutura associada à extração de salmoura, transporte, purificação, estradas, instalações auxiliares e obras necessárias para sustentar a operação.
Jalil vinculou a aprovação a uma nova etapa do projeto 3Q. Segundo sua avaliação, a ampliação representa mais produção, mais investimento e novas oportunidades de trabalho para Catamarca, em uma região onde a mineração de lítio já funciona como um dos eixos mais relevantes de transformação econômica.
O anúncio também foi apresentado como uma aposta de longo prazo. O projeto prevê mais de 4.400 empregos diretos e indiretos entre construção e operação, enquanto os estudos associados indicam recursos suficientes para sustentar mais de 19 anos de produção efetiva. Em termos de exportações, a estimativa gira em torno de US$ 400 milhões por ano.
A escala do empreendimento reforça o lugar de Fiambalá no mapa minerador argentino. A planta vinculada à Zijin-Liex já havia sido inaugurada com capacidade anual de 20 mil toneladas de carbonato de lítio de grau industrial, e a nova etapa busca duplicar essa plataforma produtiva em uma área de alta montanha, localizada a cerca de 4.300 metros acima do nível do mar.
Para Catamarca, a aprovação do RIGI não se limita a um dado financeiro. A província busca converter a expansão mineradora em atividade para fornecedores, serviços, comércios e emprego local, ao mesmo tempo em que tenta se consolidar como um dos principais polos de lítio do país. O desafio será transformar o salto de investimento em desenvolvimento territorial sustentado, com benefícios verificáveis para as comunidades do oeste.