A senadora provincial María Elena Lagoria questionou o impacto dos aumentos de eletricidade sobre os lares e comércios de Catamarca. A legisladora por Santa María fez suas declarações depois de participar com o governador Raúl Jalil e autoridades locais da inauguração de uma ponte sobre o rio Santa María e de uma visita pelo departamento.
Lagoria relacionou a situação de seu distrito com a reivindicação feita dias antes por moradores de Belén. Afirmou que as faturas chegam com aumentos em um contexto econômico adverso e que as famílias encontram crescentes dificuldades para manter seus gastos habituais. Sua intervenção descreveu uma percepção política e territorial, mas não incluiu uma pesquisa domiciliar nem uma comparação de contas.
A senadora atribuiu o problema a decisões do Governo nacional e afirmou que essas políticas prejudicaram o tecido social. Também declarou que os representantes provinciais devem intervir para que as famílias possam viver dignamente. A expressão fixa uma posição frente ao programa econômico de Javier Milei, mas não demonstra por si só qual componente explica cada variação tarifária.
Uma fatura de eletricidade pode reunir o preço no atacado da energia, transporte, distribuição, impostos, taxas e mecanismos de subsídio. As informações divulgadas não desagregaram esses elementos, não indicaram a porcentagem de aumento observada em Santa María nem compararam categorias de usuários. Por essa razão, a extensão material da crítica não pode ser quantificada a partir das declarações disponíveis.
Lagoria defendeu a presença do Estado provincial através de subsídios e gestões para acompanhar os setores vulneráveis. No entanto, não especificou qual programa está em vigor, quanto a Província contribui, quantos usuários estão cobertos ou quais condições devem cumprir. Também não anunciou uma ampliação orçamentária, um projeto de lei ou uma ação judicial contra os quadros tarifários.
A proposta coloca na agenda provincial o efeito distributivo da energia e a capacidade de resposta de Catamarca frente a decisões nacionais. Sua avaliação exigirá dados sobre consumo, rendimentos, subsídios e composição das faturas. Até que sejam apresentados instrumentos concretos, a intervenção deve ser entendida como uma crítica política e um apoio geral à assistência provincial, e não como uma nova política já implementada.