A possibilidade de suspender as internas abertas de La Pampa começou a circular na Legislatura, condicionada à suspensão das PASO nacionais em 2027. Ainda não há projeto formal, mas o debate já altera um sistema que funciona desde 2003.
O oficialismo precisa de acordo interno amplo. Sergio Ziliotto não pode buscar nova reeleição e o peronismo enfrenta sucessão complexa. Suspender internas pode facilitar negociação, mas também reduzir participação quando o novo candidato precisa de legitimidade.
O maior impacto pode cair sobre a oposição. UCR, PRO e LLA tentam formar frente comum com lideranças diferentes. As internas abertas oferecem mecanismo neutro para escolher candidato e listas. Sem elas, tudo depende de acordos partidários.
A UCR é quem mais defende a continuidade. Seus dirigentes dizem que a aliança deve respeitar a lei e que disputa aberta evita candidato imposto. A LLA quer fazer valer seu peso nacional.
Sergio Ziliotto fica em posição delicada porque qualquer mudança será lida pela sucessão. Se o peronismo suspender as internas quando a oposição precisa delas, a medida pode parecer tática. É preciso justificativa geral e transparente.
Há também problema de estabilidade normativa. Mudar regras perto da eleição afeta expectativas. Uma reforma deve definir duração, alcance e mecanismos alternativos.
PASO nacionais e EIAOS provinciais são sistemas distintos. Suspender um não obriga suspender o outro. La Pampa deve avaliar competição, representação, custo e legitimidade.
O próximo passo é esperar o Congresso e medir consenso no peronismo. Ziliotto terá de escolher entre preservar a regra ou apoiar a suspensão. A qualidade institucional depende de decisão antecipada e geral.