O Senado de Salta aprovou Javier Cancinos para a Auditoria Geral e tomou seu juramento em sessão especial. A decisão veio após audiência pública e análise de antecedentes, impugnações e pareceres.
Cancinos tem cerca de trinta anos de experiência na administração provincial e municipal. Trabalhadores e legisladores destacaram formação contábil, conhecimento operacional e desempenho anterior. A capacidade técnica foi argumento central.
A principal objeção veio de Roque Cornejo, que votou contra e questionou a legalidade constitucional do procedimento. Ele contestou possível reeleição após mandato de oito anos e a representação da oposição.
O tema importa porque a Auditoria exerce controle externo do Estado. Sua credibilidade depende de competência, independência política, pluralidade e regras claras de mandato.
Funcionários permanentes também apoiaram Cancinos, ressaltando eficiência e conhecimento institucional. Essa visão é relevante, mas não elimina as objeções jurídicas.
O Senado seguiu o procedimento de audiência, mas as impugnações exigem fundamentação transparente. Publicar pareceres e respostas reforçaria a legitimidade.
Cancinos afirmou que a Auditoria também deve orientar a gestão. A prevenção pode ajudar, mas não pode reduzir a capacidade de apontar falhas e exigir correções.
O próximo passo é observar seu desempenho e eventuais contestações. O verdadeiro teste será a independência e qualidade dos relatórios.