O governador de Chaco, Leandro Zdero, confirmou que integrará a comitiva liderada por Javier Milei na Argentina Week de París, prevista entre o 30 de setembro e o 2 de outubro. A missão reunirá ministros nacionais, mais de dez governadores de diferentes espectros políticos, empresários argentinos e representantes de empresas europeias. O objetivo geral anunciado é apresentar oportunidades de investimento e fortalecer vínculos comerciais com o mercado europeu.
Zdero informou que prepara uma agenda provincial para mostrar a oferta exportável chaqueña, seus recursos e as cadeias produtivas com capacidade de agregar valor. Sua comunicação enfatizou converter contatos internacionais em investimento, produção e emprego. No entanto, no momento do anúncio, não publicou uma lista de reuniões próprias, empresas interessadas, projetos disponíveis, valores esperados nem instrumentos de financiamento que permitam medir antecipadamente o alcance da participação.
A agenda geral da Argentina Week inclui energia, mineração, agro, infraestrutura, tecnologia e inteligência artificial. Entre as empresas europeias mencionadas para diferentes atividades estão grupos industriais, financeiros e comerciais, embora a programação possa ser alterada antes da viagem. Para Chaco, o desafio é traduzir uma convocação nacional ampla em interlocutores ligados a alimentos, agroindústria florestal, fibras, serviços, logística e outras áreas onde a província busca ampliar vendas e processamento local. Uma apresentação provincial precisa de projetos com localização, demanda energética, emprego previsto e esquema regulatório, além de um relato geral sobre o potencial produtivo.
O Governo do Chaco afirma que a província está entre as que mais aumentaram suas exportações durante o último ano. Em uma apresentação realizada em abril, Zdero havia estimado um crescimento próximo de 45% em menos de dois anos e mencionado óleo, couro salgado, mel, carvão e madeira. Também destacou a expansão do girassol e um envio de óleo de Charata para Barcelona. São números apresentados pelo Executivo provincial que requerem séries oficiais comparáveis para avaliar valor, volume e base de comparação.
A participação do governador também reflete a cooperação que mantém com a administração nacional, apesar de pertencer a outra tradição partidária. A presença conjunta não equivale a um acordo eleitoral nem elimina diferenças sobre recursos federais, infraestrutura ou políticas setoriais. Neste caso, existe uma coincidência operacional: utilizar uma plataforma de promoção organizada pela Nação para apresentar capacidades provinciais a investidores estrangeiros e empresas com acesso a mercados europeus.
A inserção internacional da Chaco enfrenta limites concretos. A distância aos portos, os custos logísticos, a qualidade da infraestrutura, a escala empresarial e a estabilidade das regras podem definir se uma conversa se transforma em contratos. Também é importante distinguir exportação primária de maior valor agregado local. Uma agenda eficaz deverá identificar produtos, certificações, volumes, prazos e necessidades de capital, além de estabelecer mecanismos de acompanhamento após a missão.
Por enquanto, o confirmado é a participação de Zdero e a orientação produtiva de sua agenda. A missão ainda não produziu investimentos, aberturas comerciais nem acordos assinados. Sua avaliação deverá ser realizada uma vez conhecidos os encontros efetivamente realizados e, mais adiante, os projetos que avancem em direção a compromissos verificáveis. A oportunidade política consiste em posicionar a Chaco; o resultado econômico dependerá da preparação técnica e da continuidade das negociações. Um relatório posterior com reuniões, contrapartes e próximos passos permitiria distinguir os contatos protocolares de oportunidades comerciais maduras e controlar o uso de recursos públicos destinados à viagem. A Província poderia estabelecer indicadores simples: consultas recebidas, memorandos assinados, empresas que iniciem a avaliação e operações que concretizem exportações. Sem essa sequência, uma missão bem-sucedida em termos de visibilidade pode não produzir um impacto econômico mensurável. O acompanhamento deve se estender por vários meses após o retorno. A medição deve ser feita com resultados comprováveis.