O governador de Jujuy, Carlos Sadir, expressou sua rejeição à eliminação definitiva das PASO nacionais e considerou que as primárias continuam sendo uma ferramenta útil para ordenar candidaturas. Como alternativa, apontou que a União Cívica Radical poderia discutir uma nova suspensão para as eleições de 2027, posição que mantém aberto o debate dentro do partido e entre os mandatários provinciais.
Sadir explicou que os governadores e líderes radicais haviam conversado sobre a importância do sistema, mas esclareceu que ainda não existia uma definição comum. Ao seu ver, qualquer mudança requer diálogo com governadores e legisladores porque a decisão cabe ao Congresso. Sua preferência pessoal é conservar a instituição e, se as condições políticas justificarem, suspendê-la novamente em vez de revogá-la.
A declaração ocorreu quando La Libertad Avanza buscava levar a eliminação ao debate legislativo. A ministra Patricia Bullrich havia reconhecido que o governo não contava com os votos necessários, uma dificuldade que impedia garantir o tratamento ou a aprovação. Por isso, as expressões de Sadir descrevem uma posição dentro de uma negociação aberta e não uma resolução já adotada.
O governador também avaliou a relação de Jujuy com a Casa Rosada. Considerou que o Governo nacional mostrava uma atitude mais dialógica e que a chegada de Diego Santilli à Chefia de Gabinete havia melhorado a comunicação com as províncias. Esclareceu, no entanto, que durante o ato pelo aniversário da Independência não manteve uma conversa privada com Javier Milei.
No mesmo intercâmbio, apoiou a lei de modernização trabalhista, um apoio que mostra que sua relação com o Executivo não se traduz em acompanhamento automático de toda a agenda. A postura frente às PASO combina uma defesa institucional das primárias com uma disposição pragmática de avaliar sua suspensão por um turno eleitoral.
A declaração foi formulada em 10 de julho e funciona como antecedente explicitamente selecionado para esta rodada. Desde então, a negociação parlamentar pode ter mudado, mas o pronunciamento de Sadir mantém valor para identificar sua posição de origem. Não existe nessa intervenção uma lei aprovada, um acordo da UCR nem uma garantia de que as PASO sejam celebradas ou suspensas em 2027.