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Paraná superou 120 locais fechados apesar do impulso pontual de vendas da Copa do Mundo

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O centro comercial registrou cerca de 100 negócios sem atividade no microcentro e mais de 120 ao incluir áreas vizinhas. Televisores, camisetas da Argentina e artigos esportivos venderam melhor durante o torneio, mas a entidade rejeitou a ideia de recuperação geral.

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O Centro Comercial e Industrial de Paraná registrou cerca de 100 locais fechados no microcentro e um número superior a 120 ao incluir as áreas vizinhas. A entidade apontou que existem algumas mudanças e buscas por imóveis mais econômicos, mas afirmou que a maioria dos espaços vazios corresponde a negócios que deixaram de funcionar. A contagem descreve um estoque territorial, não necessariamente fechamentos ocorridos em uma única data.

A Copa do Mundo de Futebol produziu uma melhora visível em setores específicos. Aumentaram as vendas de televisores, camisetas da Selección Argentina, bolas, roupas esportivas, bandeiras, artigos de festa e outros itens ligados ao torneio e às comemorações. O entusiasmo gerou um impulso comercial real, embora concentrado em produtos e semanas determinadas.

O CeCIP rejeitou interpretar esse movimento como uma recuperação do conjunto. A grande maioria dos setores manteve níveis similares aos das semanas anteriores e não registrou um repique significativo. O resultado da Copa do Mundo foi, na definição empresarial, pontual e setorial. Separar ambos os planos evita que a melhora de alguns negócios oculte a continuidade da crise no restante.

O recesso de inverno também não mudou o cenário geral. Apesar do fluxo de visitantes e das férias escolares, as vendas se mantiveram estáveis e não atingiram o dinamismo esperado para a época. O comércio local continuou condicionado pela perda do poder aquisitivo, pelo aumento dos custos operacionais, pela pressão tributária e pela cautela dos consumidores que adiam gastos.

A vacância tem um efeito que excede cada estabelecimento. As pequenas e médias empresas geram emprego privado, sustentam fornecedores e movimentam as ruas comerciais. Por essa razão, a entidade reivindicou políticas para fortalecer o mercado interno, estimular o consumo local e melhorar as condições de quem investe e produz na cidade. O pedido representa a posição institucional do setor e não uma medida já adotada.

O próximo levantamento deverá mostrar se os mais de 120 espaços fechados recebem novas atividades, continuam vazios ou se transferem para corredores de menor custo. Também permitirá avaliar quanto durou o impulso mundialista após o torneio. O dado atual reúne duas realidades simultâneas: alguns produtos venderam mais durante um período limitado, mas esse alívio não foi suficiente para reverter a perda estrutural de negócios em Paraná.

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