A possibilidade de Osvaldo Jaldo disputar novamente o governo em 2027 saiu da política partidária e entrou no campo constitucional. Quatro partidos opositores foram à Suprema Corte contra o artigo 90 da Constituição tucumana, alegando que a redação permite acumulação excessiva de mandatos. O oficialismo responde que Jaldo cumpre seu primeiro mandato como governador.
A disputa gira em torno de como contar governador e vice. O artigo 90 permite uma reeleição consecutiva, mas a oposição quer incluir os períodos anteriores de Jaldo como vice. O Governo sustenta que exercer a vice não esgota o direito a uma reeleição como titular.
Há um antecedente recente. Juan Manzur tentou ser candidato a vice em 2023 depois de vários mandatos, e a Justiça bloqueou a fórmula. A oposição vê nisso um limite à continuidade; o jaldismo afirma que as situações jurídicas são distintas.
A ação busca uma definição antes da formalização das candidaturas. Os autores dizem que esperar o fechamento das listas pode gerar crise eleitoral tardia. O oficialismo responde que a impugnação é abstrata porque Jaldo ainda não é candidato. A questão processual será central.
O caso provocou duros cruzamentos. Oficialistas acusam a oposição de tentar vencer nos tribunais o que não consegue nas urnas. A oposição responde que as regras constitucionais existem para limitar o poder e devem ser aplicadas antes da competição.
O artigo 90 abre uma questão institucional maior: quanto tempo uma pessoa pode ficar no Executivo alternando cargos. Os demandantes falam em até dezesseis anos; o Governo afirma que governador e vice são funções constitucionais diferentes.
A decisão da Corte reorganizará todo o tabuleiro. Se Jaldo for habilitado, o oficialismo se estrutura em torno do governador. Se for impedido, o peronismo terá de resolver rapidamente a sucessão e a oposição reorganizará alianças. A demora também pode afetar calendários.
O próximo passo é a aceitação do caso e a interpretação do artigo 90. Uma decisão cedo dará previsibilidade; uma decisão tardia aumentará a tensão. Além de Jaldo, o julgamento fixará precedente sobre alternância, reeleição e sucessão entre governador e vice.