Buenos Aires Política

Kicillof inaugurou duas escolas para mais de 1.100 estudantes em Presidente Perón

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Os prédios das escolas secundárias N°5 e N°10 demandaram um investimento provincial de ARS 6.404 milhões com financiamento de CAF. A jornada incluiu dependências públicas recondicionadas e um centro de monitoramento; o governador utilizou o ato para defender o investimento estatal em educação.

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O governador Axel Kicillof inaugurou formalmente os novos edifícios das escolas secundárias N°5 e N°10 no município bonaerense de Presidente Perón. Ele foi acompanhado pela diretora geral de Cultura e Educação, Flavia Terigi; pela prefeita Blanca Cantero; autoridades provinciais e pelas diretoras de ambos os estabelecimentos. A atividade ocorreu em Guernica e combinou a inauguração da infraestrutura educacional com a apresentação de outras dependências públicas renovadas no distrito.

O investimento informado para as duas escolas alcançou ARS 6.404 milhões e contou com financiamento do Banco de Desarrollo de América Latina y el Caribe, CAF. Os edifícios estão destinados a mais de 1.100 estudantes dos bairros San Pablo e Parque Americano. A Escuela Secundaria N°5 dispõe de 12 salas de aula, auditório, biblioteca, laboratório de informática e cozinha; a N°10 soma nove salas de aula e espaços complementares para a atividade escolar.

A administração bonaerense indicou que as instalações incluem laboratórios, bibliotecas, salas de professores, salões de usos múltiplos, pátios e áreas de serviço, embora a distribuição concreta varie entre os estabelecimentos. O objetivo imediato é substituir ou ampliar condições prévias de frequência e absorver a demanda de uma zona que registra crescimento populacional. A inauguração permite o uso dos edifícios, mas seu impacto deverá ser medido por matrícula efetiva, manutenção, equipamento, cobertura docente e continuidade pedagógica. Também será relevante saber se a nova capacidade reduz deslocamentos para outros bairros, melhora a jornada escolar e permite sustentar atividades científicas, tecnológicas e comunitárias que antes careciam de espaços adequados.

Kicillof enquadrou as obras em um programa provincial que, segundo os números expostos durante o ato, acumula 321 novos edifícios escolares, 500 estabelecimentos totalmente reconstruídos e mais de 1.300 salas de aula criadas por meio de ampliações. Esses dados correspondem ao balanço apresentado pelo Executivo provincial e não foram acompanhados na comunicação por uma série comparativa de investimento, prazos ou execução orçamentária de cada projeto. A escala anunciada deverá ser contrastada com registros administrativos consolidados.

O governador defendeu a função do Estado diante do crescimento de Presidente Perón e afirmou que escolas, centros de saúde, delegacias e espaços públicos requerem investimento coordenado entre Província e município. Terigi vinculou as inaugurações à ampliação da infraestrutura educacional bonaerense, enquanto Cantero destacou que as obras permitem estudar dentro da própria comunidade. As intervenções também funcionaram como uma crítica política ao ajuste nacional e como reivindicação do modelo provincial de gasto público.

A agenda incluiu uma visita aos novos escritórios do Registro Provincial de las Personas e à subdelegação do Ministério do Trabalho, instalados em um edifício reformado. Kicillof inaugurou ainda o Centro de Operaciones y Monitoreo local. A informação oficial não detalhou na mesma publicação o custo consolidado dessas três intervenções nem indicadores operacionais do centro de segurança, portanto devem ser diferenciados dos ARS 6.404 milhões atribuídos especificamente às escolas.

O resultado verificável da jornada é a incorporação de duas sedes educativas e a recuperação de escritórios estatais em Presidente Perón. A discussão política excede essas aberturas: enfrenta uma visão que apresenta a obra pública como investimento social com outra que prioriza a redução do gasto. Para avaliar o desempenho do programa será necessário observar a ocupação dos prédios, sua conservação e os recursos pedagógicos disponíveis, não apenas o número de inaugurações acumuladas. A publicação periódica de matrícula, custos de manutenção e resultados de cada estabelecimento permitiria transformar uma cerimônia de abertura em uma política suscetível de acompanhamento cidadão e comparação territorial. Assim poderá ser sabido se o investimento ampliou efetivamente o direito de estudar perto de casa e em melhores condições.

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