Jujuy Agricultura

Produtores de tabaco de Jujuy alertaram no Senado para assimetrias fiscais e custos energéticos

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Pedro Pascuttini expôs perante comissões do Senado a perda de competitividade do setor por impostos, energia, combustíveis e fretes. A Câmara do Tabaco pediu ferramentas normativas para sustentar a produção e as exportações, e lembrou que a atividade é a segunda maior empregadora provincial.

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O presidente da Câmara do Tabaco de Jujuy, Pedro Pascuttini, expôs-se perante as comissões de Economias Regionais e Indústria do Senado da Nação sobre a situação da atividade. Sua apresentação descreveu uma perda de competitividade associada à pressão tributária, ao custo da energia e dos combustíveis, ao valor do frete e à deterioração da infraestrutura viária.

Pascuttini indicou que representantes do NOA, NEA, Cuyo e Patagonia concordaram em reivindicar um tipo de câmbio mais favorável para as economias regionais. Também questionou o impacto das distâncias em relação aos principais centros de consumo e exportação. Para os produtores jujeños, esses fatores se acumulam com uma estrutura fiscal que consideram desigual em relação ao Pampa Húmeda.

O dirigente comparou o IVA do 27% aplicado à energia elétrica e determinados insumos com uma alíquota do 10,5% que atribuiu a atividades do centro do país. A entidade pediu instrumentos normativos que reduzam essas diferenças e permitam manter volumes de produção e exportação. A reclamação constitui uma proposta setorial e ainda não se traduziu em uma modificação tributária aprovada.

Outro ponto foi a sazonalidade do uso energético. O refogado do tabaco concentra o consumo entre outubro e fevereiro, mas os produtores enfrentam cobranças fixas de eletricidade e gás durante todo o ano. Pascuttini acrescentou o peso das taxas municipais em áreas rurais e afirmou que o desenho desses custos não reflete o ritmo real da atividade produtiva.

Apesar do cenário apresentado, a Câmara confirmou que iniciou a etapa de transplante com o objetivo de manter, no mínimo, a área plantada durante a campanha anterior. A entidade ressaltou também a dimensão laboral do tabaco: o classificou como o segundo maior gerador de emprego direto em Jujuy, ficando apenas atrás da administração pública provincial.

Pascuttini solicitou canais de diálogo com autoridades provinciais e nacionais e uma adequação dos acordos de responsabilidade sindical aos recursos disponíveis. A exposição instalou o diagnóstico do setor dentro do Senado, mas não produziu por si só alívios fiscais, mudanças tarifárias nem assistência adicional. Essas respostas dependerão de decisões administrativas ou legislativas posteriores.

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