Buenos Aires Agricultura

A agenda rural reuniu reivindicações por investimento, rentabilidade e regras para produzir

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Referentes bancários, produtivos e técnicos analisaram crédito, manejo de terras e fogo, rentabilidade, maquinário, sorgo e o Congresso Aapresid. As intervenções mostraram diagnósticos distintos e propostas setoriais, sem formar um programa comum nem decisões oficiais novas.

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Uma edição especial da agenda rural reuniu perspectivas sobre investimento, rentabilidade, regulação e tecnologia agropecuária. Juan Cuattromo, presidente do Banco Provincia, apresentou ferramentas de crédito e afirmou que um modelo sem investimento tem limites de duração. Sua intervenção colocou o financiamento produtivo como condição para ampliar a capacidade e sustentar projetos em um cenário exigente.

Marcelo Regúnaga, ex-secretário de Agricultura, questionou que não avançaram reformas relacionadas ao manejo de terras e do fogo. Propôs uma abordagem técnica e pediu para não aplicar critérios idênticos a regiões com ambientes diferentes. Essa posição expressa sua perspectiva sobre a regulação; não equivale a uma modificação normativa já aprovada nem a uma definição do Governo.

A situação econômica dos produtores apareceu na análise de Andrea Sarnari, presidente da Federación Agraria Argentina. A dirigente afirmou que 80% dos produtores não atravessa um bom momento e que numerosas unidades têm problemas de rentabilidade. A porcentagem corresponde à sua avaliação setorial e serve para descrever uma preocupação, embora não tenha sido acompanhada por uma base estatística detalhada.

A inovação ocupou outro trecho da discussão. Marcelo Torres, da Aapresid, e Patricio Frydman, da Exponenciar, revisaram debates da 34ª edição do Congresso Aapresid e a aliança de trabalho projetada para 2027. Darío Guardado apresentou um balanço do encontro, que funcionou como espaço para trocar experiências técnicas e definições sobre os sistemas produtivos.

Nos cultivos, Santiago Galán, da Rede de Associações de Grupos CREA do centro-norte de Santa Fe, destacou o potencial do sorgo e apontou que a tecnologia e a genética precisam de condições adequadas para se traduzirem em resultados. Fernando Bertello, por sua vez, informou um aumento das vendas de máquinas agrícolas em julho a partir de dados de ACARA.

O conjunto de intervenções oferece uma fotografia ampla, não uma conclusão única. Crédito, normativa, margens, genética, eventos técnicos e vendas de equipamentos respondem a problemas diferentes. As opiniões reunidas permitem identificar prioridades do setor agropecuário, mas os números e propostas mantêm a atribuição de cada participante e não constituem por si só políticas executadas, compromissos de investimento ou acordos políticos ou comerciais fechados.

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