A disputa pelo comando do Partido Justicialista de Jujuy entrou em fase judicial após a Junta Eleitoral considerar “não apresentada” a chapa Celeste y Blanca, liderada por Rubén Rivarola. Em entrevista coletiva, o deputado provincial respondeu com acusações contra Generación Valiente, espaço da senadora Carolina Moisés, e afirmou que a lista teria incluído avais com assinaturas adulteradas. As alegações partiram de dirigentes partidários e ainda não são fatos comprovados.
A exclusão se baseou na Resolução 8, que apontou na documentação de Celeste y Blanca erros considerados impossíveis de corrigir. Facundo Figueroa, advogado que acompanhou o representante da chapa, disse que a decisão era política, não jurídica, e prematura. O recurso foi levado ao juiz eleitoral Esteban Hansen, que deverá revisar se a Junta tinha competência para descartar a apresentação nessa etapa do calendário.
O mandado também questiona a imparcialidade dos responsáveis pelo processo interno. Figueroa alegou haver relação de amizade e comercial entre o interventor judicial e uma irmã de Moisés, além de pessoas empregadas pela senadora dentro da Junta. Essas afirmações integram o recurso e deverão ser avaliadas pela Justiça; isoladamente, não anulam a resolução nem provam intervenção irregular.
Rivarola ligou o conflito ao fracasso da negociação por uma chapa de unidade. Disse ter se reunido com Moisés e Guillermo Jenefes e que o desacordo aumentou quando foi descartada a possibilidade de a senadora presidir o PJ provincial. Segundo sua versão, Moisés ameaçou derrubar todas as listas rivais. A dirigente já havia apresentado outra interpretação e afirmado que renunciou à pretensão para facilitar um acordo.
O deputado afirmou que Celeste y Blanca entregou mais de 10 mil avais quando eram necessários 5.200. Ao revisar os documentos de Generación Valiente, disse ter identificado mais de cinquenta pessoas que negavam ter assinado, cópias de assinaturas e apoiadores cujo domicílio não atenderia à exigência. Anunciou denúncias na Justiça Federal por suposta falsificação, via que deverá determinar a autenticidade e as responsabilidades individuais.
A coletiva terminou com ataques políticos de Rivarola ao desempenho de Moisés no Senado e com a promessa de disputar a interna de 30 de agosto. O calendário depende agora de duas decisões: a revisão judicial da exclusão de Celeste y Blanca e o avanço das denúncias sobre os avais de Generación Valiente. Até que haja decisões, os dois grupos mantêm acusações cruzadas sem definição final sobre as chapas habilitadas.