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SUTEF propõe que o banco provincial compre dívidas e conceda seis meses de carência

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O sindicato dos professores levou à Legislatura um projeto para aliviar trabalhadores públicos endividados. A iniciativa propõe que o Estado ou o Banco de Tierra del Fuego absorva obrigações e adie a cobrança; legisladores haviam solicitado receber a proposta por escrito para analisar alternativas.

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O SUTEF apresentou na Legislatura de Tierra del Fuego um projeto para que o Estado provincial ou o Banco de Tierra del Fuego compre as dívidas de trabalhadores públicos e conceda um período de carência de seis meses antes de começar a cobrá-las. A iniciativa busca interromper um ciclo em que as famílias destinam o salário ao cartão de crédito e voltam a usá-lo para alimentos, impostos e transporte.

A secretária geral adjunta do sindicato, Soledad Rottaris, explicou que o problema havia sido discutido com autoridades do Executivo e com o presidente do banco provincial. O sindicato trabalha em alternativas desde 2024, mas considera que as opções oferecidas até agora não resolveram o endividamento. Uma redução de taxa, afirmou, continua sendo um refinanciamento que mantém juros e não gera o alívio imediato de que as famílias precisam.

A proposta chegou ao Parlamento depois de uma mobilização em Ushuaia e de conversas com Raúl Von der Thusen e Victoria Vuoto. Os legisladores pediram que o esquema apresentado anteriormente ao Executivo e ao banco fosse apresentado por escrito para ser estudado. O texto está vinculado à Ley de Financiamiento Educativo, embora o mecanismo proposto pretenda alcançar trabalhadores e trabalhadoras do setor público além da docência.

O ponto central é a compra da dívida e o adiamento do pagamento. Durante seis meses, quem aderir não enfrentaria a cobrança da obrigação absorvida pelo Estado ou pelo banco; depois começariam a devolvê-la sob as condições que o projeto deverá definir. A iniciativa ainda precisa especificar beneficiários, dívidas elegíveis, custo fiscal, taxa, prazos posteriores e critérios de acesso antes de se tornar uma ferramenta operacional.

Rottaris vinculou o endividamento à queda do poder aquisitivo, à perda de empregos e à falta de dinheiro em circulação. Ele sustentou que liberar temporariamente parte do salário poderia aliviar as famílias e reativar o consumo em comércios locais. Também citou um estudo da consultoria MATE segundo o qual um trabalhador da Terra do Fogo deveria receber três milhões de pesos para cobrir transporte, vestuário, alimentos, lazer, previdência e saúde, valor do qual os salários atuais estão distantes.

A apresentação escrita abre agora uma etapa legislativa, não a aprovação do benefício. Os blocos deverão analisar como seria financiada a compra de dívidas, que função assumiria o Banco de Tierra del Fuego e como evitar que o alívio se transforme em outra renegociação. Para o SUTEF, a discussão deve avançar junto com a recomposição salarial; para os legisladores, o próximo passo será transformar a proposta sindical em artigos, condições e números capazes de se sustentar dentro do orçamento provincial.

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