O deputado provincial Eloy Echazú anunciou que apresentará um projeto de lei para responder ao aumento da inadimplência e das dívidas de consumo em Santa Cruz. Sua proposta parte dos dados do INDEC que situam Río Gallegos com um desemprego de 8,5%, a taxa mais alta da Patagônia. O legislador atribuiu esse cenário às políticas econômicas aplicadas tanto pela Nação quanto pela Província.
Echazú descreveu uma deterioração que combina o fechamento de pequenas e médias empresas com custos maiores para comércios e famílias. Afirmou que os aluguéis se tornaram difíceis de sustentar e que as tarifas de luz e gás acumularam aumentos de até 300% durante o último semestre. Acrescentou a esse quadro quase sete meses de salários congelados e uma perda do poder aquisitivo dos trabalhadores.
A consequência financeira aparece, segundo o deputado, nos relatórios do Banco Central que situam Santa Cruz entre as províncias com maior inadimplência de crédito e endividamento por consumo. Echazú rejeitou que essa situação possa ser explicada como falta de vontade de pagar ou má administração das famílias. Seu argumento vincula o acúmulo de obrigações com rendimentos que permanecem imóveis diante do aumento dos gastos básicos.
O legislador concentrou suas críticas no Plano de Alívio Financeiro do Banco Santa Cruz. Ele apontou que, até o final de junho, 3.500 trabalhadores da administração pública haviam recorrido ao crédito oferecido por essa ferramenta. Também afirmou que milhares de empregados têm mais de 75% de seus salários comprometidos em dívidas e questionou que a resposta estatal volte a se basear em novos empréstimos.
O projeto anunciado busca substituir esse enfoque pelo que Echazú definiu como ferramentas reais de acompanhamento. A fonte ainda não detalha os artigos, beneficiários, valores nem o mecanismo de financiamento da futura iniciativa. Por isso, a confirmação relevante é política e legislativa: o deputado levará o problema à Câmara, mas ainda deve transformar seu diagnóstico em um texto concreto passível de debate.
A próxima instância será a apresentação formal do projeto e a explicação de seus instrumentos. Ali deverá ser especificado se a resposta abrangerá apenas trabalhadores estaduais endividados ou outros lares afetados pela inadimplência, e como será coordenada com as medidas existentes. Até então, os números de desemprego, tarifas, créditos e salários constituem a base da reivindicação, não uma solução já aprovada para as famílias de Santa Cruz.