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Perotti ocupou o vazio da Unidos com sua própria reforma eleitoral para Santa Fe

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O peronismo apresentou sua proposta enquanto a coalizão de Maximiliano Pullaro não conseguia acordar como vincular candidaturas executivas e legislativas. O texto mantém cinco cédulas únicas separadas, as primárias, define pisos eleitorais e retira a cadeira de quem abandona a frente que o elegeu.

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O setor de Omar Perotti tomou a iniciativa no debate eleitoral de Santa Fe em 24 de junho de 2026, ao apresentar projeto próprio antes de a coalizão governista Unidos fechar posição comum. A nova Constituição havia alterado critérios de representatividade e exigia outra lei eleitoral, mas as divergências na frente de Maximiliano Pullaro abriram um espaço que o ex-governador ocupou com uma proposta integral.

O texto foi impulsionado por deputados ligados a Perotti e recebeu apoio de Miguel Rabbia, do grupo de Marcelo Lewandowski, e de Lucila De Ponti, do Movimento Evita. O perottismo esperava que Pullaro convocasse institucionalmente os partidos, embora ainda não tivesse recebido convite. A Unidos dera prazo até o início de julho para retomar conversas, com a intenção de discutir e aprovar a norma em agosto.

A principal divisão governista girava em torno da relação entre candidaturas executivas e legislativas. Um setor pullarista queria unir na mesma cédula o candidato a governador e a lista de deputados provinciais, impedindo listas legislativas independentes. Socialistas e dirigentes do PRO rejeitavam o desenho. Como alternativa, analisava-se manter cédulas separadas nas primárias e unir governador e deputados, prefeito e vereadores, apenas na eleição geral.

A iniciativa de Perotti seguiu outra direção. Propôs conservar a Cédula Única de Papel com cinco folhas separadas para governador, senadores, deputados, prefeitos e vereadores, além das primárias obrigatórias. Cada força deveria superar 1,5% do cadastro correspondente para chegar à eleição geral. O mecanismo preservava a autonomia visual das categorias e evitava que uma candidatura executiva puxasse automaticamente todas as listas legislativas.

No sistema D'Hondt, o projeto fixou piso de 3,5%, abaixo dos 5% defendidos por setores governistas e senadores justicialistas liderados por Armando Traferri. Ao mesmo tempo, exigiu candidaturas integrais: uma força não poderia lançar deputados sem governador e vice, nem vereadores sem prefeito quando as eleições coincidissem. A combinação facilitava o acesso à distribuição sem admitir estruturas eleitorais incompletas.

A cláusula de maior impacto tratou das trocas de bloco após a eleição. Os cargos pertenceriam ao partido ou frente que indicou o candidato; se um parlamentar rompesse deliberadamente com o espaço, perderia a cadeira para a pessoa seguinte da lista. A regra respondia a precedentes concretos, incluindo a saída de três deputados do bloco de Amalia Granata no mandato atual.

O projeto completou o modelo com Tribunal Eleitoral formado por juízes administrativos sorteados, debates obrigatórios entre candidatos a governador e mecanismos para observadores. A apresentação obrigou a Unidos a discutir um texto já registrado enquanto resolvia suas diferenças. O próximo passo dependia da convocação de Pullaro e de um acordo antes da meta de agosto, quando a Legislatura deveria transformar a reforma constitucional em regras aplicáveis.

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