A crise da Granja Tres Arroyos chegou a uma reunião direta entre o governo de Entre Ríos e os sindicatos que representam a fábrica de Concepción del Uruguay. Rogelio Frigerio recebeu dirigentes para analisar alternativas diante da paralisação do estabelecimento, onde mais de 900 trabalhadores seguem sem tarefas e cobram salários atrasados desde o fim de abril. Participaram também o ministro de Governo e Trabalho, Manuel Troncoso, e o secretário de Trabalho, Mariano Camoirano.
O governador manifestou apoio aos funcionários afetados e confirmou que a província continuará intervindo e acompanhando o conflito. Essa participação já inclui medidas de emergência. Um grupo de trabalhadores começou a receber um subsídio provincial de 200.000 pesos, complementado com ajuda alimentar e tarifa social diferenciada de energia elétrica para as famílias atingidas pela falta de atividade.
A assistência oferece alívio imediato, mas não substitui a reativação da fábrica nem o pagamento dos salários pendentes. Por isso, a reunião se concentrou em possíveis caminhos para recuperar a atividade produtiva e trabalhista. O Executivo não anunciou acordo com a empresa nem data de retorno ao trabalho; manteve, em vez disso, o compromisso de buscar alternativas e sustentar contato com os diferentes envolvidos.
Rubén Lafuente, secretário-geral nacional da União Operária Moageira Argentina, valorizou a disposição de Frigerio e afirmou que o problema ultrapassa Entre Ríos porque a Granja Tres Arroyos atua em outras províncias. Também disse que o governador conhece a situação e conversa com participantes do setor. A dimensão interprovincial acrescenta atores a uma crise cujo impacto imediato se concentra em Concepción del Uruguay.
Outros dirigentes sindicais colocaram o foco na preservação dos postos. Carlos Molinares, secretário de Organização da Federação da Carne, considerou positiva a escuta oferecida pelo Executivo. Edgardo Mayer, delegado provincial da Uatre, defendeu a criação de condições para atrair investidores capazes de recuperar uma atividade com potencial de crescimento. Daniel Leo, da Federação dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação, destacou o compromisso compartilhado entre sindicatos e província.
A mesa deixou várias linhas abertas, mas nenhuma solução concluída. O governo provincial seguirá intervindo, os sindicatos tentarão preservar mais de 900 empregos e a atração de investidores aparece como alternativa mencionada, não como operação confirmada. Enquanto o trabalho avança, o subsídio, a ajuda alimentar e a tarifa social funcionam como resposta temporária para famílias que seguem sem atividade e com remunerações acumuladas desde abril.