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Neuquén busca romper hegemonia do petróleo com plano de irrigação de 50 mil hectares

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A província licitou o projeto executivo do Corredor Produtivo do Vento, que prevê um investimento de mais de US$ 1 bilhão para irrigar mais de 50 mil hectares na região do Limay Medio, com o objetivo de diversificar a matriz econômica e reduzir a dependência do petróleo.

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A província de Neuquén, cujo produto bruto geográfico depende 45% da mineração e do petróleo, deu um passo decisivo para diversificar sua matriz produtiva ao licitar o projeto executivo do Corredor Produtivo do Vento. A iniciativa, que exigirá um investimento de mais de US$ 1 bilhão, visa irrigar mais de 50 mil hectares na região do Limay Medio, entre as localidades de Picún Leufú e Piedra del Águila, para transformar a área no maior polo de forragem e carne da província.[reference:50][reference:51]

Atualmente, Neuquén conta com cerca de 23 mil hectares irrigados, portanto, esta obra permitiria mais que dobrar a área produtiva atual. O prazo para a elaboração do projeto executivo é de um ano. O estudo técnico determinará a qualidade do solo, traçará vias, definirá as obras de infraestrutura de irrigação e drenagem necessárias e avaliará a disponibilidade de energia para o bombeamento de água.[reference:52]

O "Corredor do Vento" se estende em uma faixa paralela ao rio Limay e à rodovia nacional 237. A área de estudo está dividida em três setores-chave: Picún Leufú Cabecera, Vale do rio Limay Médio-Jusante e Vale do rio Limay Médio-Montante. A grande força da área é o acesso ao rio Limay, cuja vazão garante o recurso hídrico necessário mesmo em cenários de mudanças climáticas e estresse hídrico.[reference:53]

Segundo especialistas, essas terras são extremamente aptas para diversos fins. Para a produção de forragem, está previsto o cultivo de alfafa para feno e pastejo direto. Também é contemplada a criação, recria e engorda de bovinos, ovinos e caprinos. Outras alternativas de produção incluem a fruticultura com frutas secas, oliveiras e cerejas, e o florestamento com salgueiros e choupos.[reference:54]

Para resolver os problemas de infraestrutura de irrigação, está prevista a otimização e construção de novas tomadas d'água, canais principais e estações de bombeamento. Como as redes de drenagem são praticamente inexistentes, propõe-se um projeto integrado que utiliza as ravinas aluviais e riachos naturais como descarregadores dos canais principais para conduzir os excedentes hídricos de volta ao rio Limay.[reference:55][reference:56]

O projeto, já impulsionado em 2023 sob o governo de Omar Gutiérrez, não busca apenas a produção alimentar própria e o autossuficiência, mas também "romper" com a hegemonia da atividade de hidrocarbonetos no Produto Bruto Geográfico provincial.[reference:57] Estima-se que a iniciativa beneficiará diretamente cerca de 7.700 habitantes da região.[reference:58]

O atual governador, Rolando Figueroa, anunciou um projeto de lei para proteger as áreas irrigadas do avanço de loteamentos e urbanizações, garantindo que a terra mantenha seu destino agrícola. Além disso, avalia-se a recuperação de custos por meio da venda de terras fiscais e da troca de terras com o setor privado em troca dos investimentos em infraestrutura que a província realizará.[reference:59]

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