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Neuquén abre a negociação salarial do segundo semestre com os sindicatos estatais

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O governo provincial se reuniu com ATE, UNAVP e UPCN, ouviu reivindicações setoriais e combinou retomar a mesa salarial em 28 de julho.

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Neuquén abriu uma etapa-chave para organizar a política salarial do segundo semestre. O governo provincial iniciou uma rodada de reuniões com os sindicatos estatais e colocou sobre a mesa a situação econômica da província, em uma negociação que busca combinar previsibilidade para os trabalhadores com continuidade dos serviços públicos.

A primeira etapa de conversas incluiu encontros com a Associação dos Trabalhadores do Estado, a União Neuquina de Agentes Rodoviários Provinciais e a União do Pessoal Civil da Nação. As mesas foram conduzidas pelo ministro de Governo, Mulheres e Direitos Humanos, Jorge Tobares, junto com funcionários de Fazenda, Governo, Recursos Humanos e Relações Trabalhistas.

O eixo da discussão foi a continuidade do esquema de atualização salarial pelo índice de preços ao consumidor, embora cada organização tenha apresentado modalidades e particularidades vinculadas à sua atividade. A negociação não foi encerrada nesta primeira rodada: funcionou como uma instância de diagnóstico, exposição de demandas e registro de posições para avançar em uma proposta para o segundo semestre.

Tobares defendeu o diálogo com os sindicatos como uma ferramenta para dar previsibilidade e sustentar os compromissos assumidos anteriormente. Na visão oficial, a mesa salarial deve permitir ordenar expectativas trabalhistas sem perder de vista a administração dos recursos provinciais e a prestação de serviços à população.

A secretária de Fazenda e Finanças, Carola Pogliano, afirmou que o Executivo tomou nota das propostas sindicais e estudará as demandas apresentadas. Essa definição deixa aberta uma negociação que deverá transformar reivindicações setoriais em uma fórmula salarial possível, com impacto direto sobre o emprego público e sobre as contas provinciais.

A próxima reunião foi marcada para 28 de julho. Esse encontro aparece como o primeiro ponto de teste para saber se a Província e os sindicatos conseguirão encaminhar um acordo que sustente o poder de compra, preserve a paz trabalhista e evite que a discussão salarial se torne um foco de conflito durante a segunda metade do ano.

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