Córdoba Política

Llaryora impulsionou Código de Convivência contra guardadores informais e descumprimento vacinal

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O projeto de dezembro de 2025 buscou proibir a cobrança informal de guardadores e a limpeza de para-brisas nos semáforos, além de prever sanções pelo descumprimento da vacinação. A reforma ampliaria poderes policiais e projetava Juan Pablo Quinteros para 2027.

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O governo de Martín Llaryora enviou à Legislatura de Córdoba, em dezembro de 2025, um novo Código de Convivência que reuniu três decisões de impacto cotidiano: proibir a cobrança informal de guardadores, impedir a limpeza de para-brisas nos semáforos e multar responsáveis por crianças que descumprissem o calendário obrigatório de vacinação. A iniciativa ampliou os instrumentos de intervenção da Polícia provincial e expressou um endurecimento após a derrota eleitoral do oficialismo cordobês em outubro.

A proibição distinguiu duas formas de cuidado de veículos. Trabalhadores autorizados pela Prefeitura, com tarifa definida e atividade nas áreas de estacionamento medido, ficaram fora da sanção. A mudança atingiu os guardadores informais conhecidos como “naranjitas”, que até então podiam receber um pagamento voluntário, mas que, sob a nova regra, deixariam de poder exercer a atividade ou exigir um valor para vigiar um carro.

O governo apoiou a modificação nos conflitos registrados durante o ano. A Polícia havia detido 350 naranjitas por brigas ou tentativas de cobrar uma quantia fixa, e o Executivo estendeu o mesmo critério a quem limpava para-brisas em cruzamentos com semáforos. O problema deixou de ser tratado caso a caso por contravenções e passou a uma proibição geral cuja aplicação ficaria a cargo da Polícia.

O ministro da Segurança, Juan Pablo Quinteros, tornou-se o principal rosto da reforma. Sua afirmação de que a ordem pública e a paz social não se negociam ganhou expressão concreta no Código, mas também uma plataforma política: a insatisfação com os guardadores era forte entre setores de renda média alta e alta que haviam retirado apoio ao peronismo provincial. A medida, assim, ligou a política de segurança à construção de uma candidatura para 2027.

O projeto deveria começar a ser debatido numa sexta-feira, e o governo esperava reunir maioria para aprová-lo na segunda seguinte. A discussão não colocava apenas governo e oposição em lados contrários, porque vários parlamentares opositores haviam apresentado propostas semelhantes e disputavam a autoria da guinada punitiva. A questão era quem capitalizaria uma demanda por ordem presente em diferentes blocos e qual seria o alcance dos novos poderes policiais.

A outra inovação foi a multa ligada à vacinação infantil. O ministro da Saúde, Ricardo Pieckesteiner, explicou que a sanção buscava recuperar o cumprimento do calendário obrigatório, e não perseguir posições ideológicas. Córdoba tomou como referência uma norma promovida em Mendoza por Alfredo Cornejo, aliado radical de Javier Milei, e levou uma obrigação sanitária ao mesmo instrumento contravencional que regulava o espaço público.

O debate coincidiu ainda com uma controvérsia sobre a nomeação de procuradores penitenciários, cargos vitalícios situados na faixa salarial mais alta do Estado provincial. Florencia Degano, colaboradora do radical Julio Ochoa, aparecia entre os nomes impulsionados para o novo órgão. A votação mostraria se o oficialismo conseguiria separar esse conflito da agenda de segurança e transformar as proibições em política aplicável; depois da sanção, o teste decisivo ficaria na atuação concreta da Polícia.

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