Buenos Aires Mineração

As pedreiras de Buenos Aires operam entre 20% e 30% de sua capacidade devido à queda na obra pública

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Empresários, trabalhadores e senadores percorreram o polo minerador do centro provincial e descreveram produção reduzida, vendas abaixo do custo, demissões e venda de maquinário. A comissão legislativa continuará as reuniões territoriais para transformar as reivindicações setoriais em uma agenda de projetos.

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A Comisión de Industria y Minería do Senado bonaerense levou sua agenda ao centro da província para levantar a crise das pedreiras. O corpo, presidido por Sergio Vargas, se reuniu com empresários e representantes do setor e visitou Cerro Redondo, uma das 11 pedreiras de Azul. O diagnóstico vinculou a retração à queda da construção privada e, principalmente, à paralisação da obra pública nacional.

A situação não é uniforme, mas os níveis informados mostram uma contração severa. As pedreiras de granito triturado operam, em linhas gerais, perto de 30% de sua capacidade e vendem abaixo de seus custos para manter o pagamento de salários. Em alguns estabelecimentos, a produção já gira em torno de 20% da capacidade instalada. Esses números descrevem casos e médias setoriais mencionados durante a visita, não um único valor para todas as explorações bonaerenses.

O impacto no trabalho aparece com especial força em Olavarría. Alejandro Santillán, representante local de AOMA, afirmou que o quadro do sindicato passou de 2.300 para 1.600 trabalhadores. Também declarou que operações que antes despachavam mais de 200 caminhões agora enviam apenas 10 ou 20. Segundo o sindicato, algumas pedreiras começaram a vender máquinas para pagar dívidas e salários, um sinal de perda de capacidade produtiva além de empregos.

Os senadores Sergio Vargas, María Inés Laurini, Marcos Pisano e Evelyn Díaz participaram da visita. Vargas explicou que a comissão busca ouvir diretamente empresas e trabalhadores para construir propostas legislativas. A atividade não terminou com a apresentação de um projeto concreto nem com uma solução financeira: produziu um levantamento político de uma crise que o setor atribui à falta de demanda e de obras públicas.

A agenda incluiu também uma reunião na Prefeitura de Azul sobre a articulação do polo mineiro com o sistema educacional. Autoridades educacionais, institutos de formação e a Subsecretaria de Mineração analisaram como vincular perfis profissionais com necessidades produtivas. Essa discussão olha para o médio prazo, mas convive com uma urgência imediata: plantas subutilizadas, vendas deficitárias e uma redução já visível do emprego.

A comissão prevê continuar suas visitas em San Nicolás, Bahía Blanca e suas regiões. O próximo resultado verificável será se as reclamações coletadas se traduzem em iniciativas legislativas, instrumentos de apoio ou gestões de reativação. Por enquanto, a evidência apresentada descreve uma crise específica das pedreiras e rochas de aplicação do centro bonaerense; não autoriza a estender o mesmo quadro a todos os ramos mineiros da província.

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