Santa Cruz Mineração

Santa Cruz exportou US$1.895 milhões em mineração e reabriu o debate sobre o benefício provincial

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A província liderou o ranking nacional no primeiro semestre, impulsionada por cinco grandes operações metalíferas. As exportações pertencem às empresas, não ao Tesouro: cânon minerário, royalties e impostos transferem apenas uma parte, enquanto emprego, infraestrutura e distribuição territorial seguem em debate.

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Santa Cruz exportou US$1.895 milhões em produtos minerais durante o primeiro semestre e liderou o ranking nacional. Cerro Negro, Cerro Vanguardia, Cerro Moro, San José e Don Nicolás formam o núcleo da atividade de mineração metalífera que sustentou esse resultado. O dado representa o valor das vendas externas das empresas e não uma receita direta do mesmo montante para o Estado provincial.

A província participa mediante cânon minerário, royalties, impostos e os recursos vinculados à Fomicruz, empresa estatal presente em alguns projetos. Segundo dados citados, o cânon minerário pago este ano foi de 2.460 milhões de pesos uma única vez e foi calculado sobre o valor do ouro do ano anterior. As royalties mensais giram em torno de 10.000 milhões de pesos, cifras que têm períodos e mecanismos distintos.

A comparação com hidrocarbonetos mostra a lacuna fiscal indicada no debate. Santa Cruz recebeu 108.000 milhões de pesos por royalties de petróleo durante o primeiro trimestre, cerca de 30.000 milhões mensais. Do Governo são acrescidos aportes empresariais de responsabilidade social e propõe-se que a Nação capte a maior parte mediante impostos, especialmente Ganancias, do qual depois compartilha uma fração com as províncias.

O crescimento exportador convive com tensões salariais, demandas de saúde, educação e infraestrutura e municípios que solicitam assistência financeira. A discussão não nega o volume produzido, mas sim sua tradução sobre emprego, serviços e comunidades. As exportações e a receita fiscal não são grandezas equivalentes, e também não permitem medir por si só o impacto territorial da mineração.

A Legislatura aprovou aumentar de 3% para 5% os royalties aplicáveis a novos projetos, mas o governador Claudio Vidal vetou a norma por considerar que poderia afetar a competitividade e os investimentos. A decisão deixou em aberto o conflito entre captar uma proporção maior da renda e preservar condições para atrair capital. A alíquota discutida correspondia a projetos novos, não a um aumento já vigente sobre todas as operações existentes.

O próximo balanço deve comparar exportações com royalties, impostos, compras locais, emprego, infraestrutura e contribuições da Fomicruz em períodos compatíveis. Só assim poderá ser avaliado quanto do crescimento permanece na Santa Cruz. O recorde de US$1.895 milhões confirma o peso exportador provincial, mas não resolve a questão política e fiscal sobre a distribuição de seus benefícios.

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