Santa Cruz Economía

Inadimplência atinge Santa Cruz e leva a refinanciamento de $43 bilhões

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A proporção de pessoas com crédito em atraso chegou a 31,2%, a maior da Patagônia. Um plano do governo e do Banco Santa Cruz alcançou 3.500 servidores ativos e aposentados; desde julho, o acesso começa em 60% da renda comprometida.

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Santa Cruz reúne a maior proporção de pessoas com crédito irregular de toda a Patagônia. Registros de maio da Central de Devedores do Banco Central mostram atrasos entre 31,2% dos tomadores da província. A deterioração já provocou resposta do governo de Claudio Vidal: 3.500 servidores ativos e aposentados refinanciaram quase $43 bilhões.

A comparação regional dimensiona o problema. Neuquén, com o melhor indicador da Patagônia, registra aproximadamente 24,5% de devedores irregulares. A distância para Santa Cruz se aproxima de sete pontos percentuais, embora as duas economias tenham forte presença de energia, mineração e petróleo. A capacidade de pagamento não se distribui de modo uniforme na região.

A dificuldade não aparece apenas na quantidade de pessoas atrasadas. Segundo o Centro de Economia Política Argentina, 19,8% do dinheiro emprestado às famílias de Santa Cruz também está em situação irregular. A medida revela o peso financeiro da inadimplência sobre o volume total do crédito, e não somente sobre o número de operações.

O tipo de credor introduz outra diferença importante. A inadimplência chega a 31,8% nos créditos de carteiras digitais e fornecedores não bancários, enquanto fica em 16,2% nas instituições bancárias. Os compromissos assumidos fora da banca tradicional concentram, portanto, uma parcela muito maior dos atrasos.

O problema dos servidores ficou exposto quando a Província e o Banco Santa Cruz lançaram um mecanismo de refinanciamento. A primeira etapa atendia trabalhadores que comprometiam 75% ou mais da renda com empréstimos pessoais e cartões. Ao fim dessa fase, 3.500 ativos e aposentados haviam reunido obrigações por cerca de $43 bilhões.

Em julho, o Executivo reduziu o limite de entrada para 60% do salário e prorrogou o plano até 31 de dezembro. A mudança ampliou o grupo potencial e reconheceu que o endividamento severo ultrapassava o núcleo inicial. O esquema oferece unificação de compromissos, prazos de até 72 meses e juros preferenciais.

O refinanciamento pode diminuir o desconto mensal e organizar vencimentos, mas não elimina o principal nem recupera sozinho o poder de compra. Milhares de agentes destinam mais de seis de cada dez pesos às dívidas antes de pagar alimentos, aluguel, serviços, transporte ou remédios. O balanço de dezembro medirá as adesões e o volume adicional reestruturado.

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