O Governo de Formosa questionou o senador nacional Francisco Paoltroni e o deputado nacional Atilio Basualdo por sua conduta diante das normas ambientais provinciais e do regime de terras públicas. As autoridades destacaram que nenhum mandato eletivo isenta alguém do cumprimento da lei.
As objeções se concentram em processos relacionados a desmatamentos sem autorização, sanções administrativas e operações envolvendo imóveis fiscais. A administração provincial afirmou que os dois dirigentes devem responder por seus atos nas mesmas condições que qualquer cidadão ou produtor.
No caso de Paoltroni, a controvérsia inclui multas por intervenções florestais não autorizadas e decisões judiciais que respaldaram a atuação dos órgãos provinciais. A posição oficial rejeitou a apresentação dessas sanções como perseguição política.
Os procedimentos envolvendo Basualdo também abrangem possíveis irregularidades relacionadas a terras fiscais e desmatamentos. O Governo provincial afirmou que as investigações se baseiam em expedientes administrativos e normas de proteção dos recursos naturais.
A disputa ocorre em meio a uma forte confrontação entre o oficialismo de Formosa e dirigentes da oposição. Paoltroni e Basualdo têm questionado repetidamente o governador Gildo Insfrán e o sistema político provincial.
O Executivo respondeu que divergências partidárias não alteram a obrigação de cumprir decisões administrativas e judiciais. A controvérsia reúne, assim, uma disputa pelo controle político de Formosa e um debate sobre a aplicação das leis ambientais e o uso de bens públicos.