A gestão de Raúl Jalil ficou sob pressão na Câmara de Deputados por manter recursos provinciais em aplicações financeiras enquanto persistem dívidas com docentes. Mamerto Acuña, Natalia Herrera e Javier Galán transformaram a discussão contábil num questionamento direto sobre as prioridades do Estado.
Herrera disse que alguns professores esperam quatro meses, seis meses e até mais de um ano por pagamentos. Ela contrapôs os atrasos a um superávit de 240 bilhões de pesos, depósitos a prazo de 182 bilhões e transferências nacionais de 11,6 bilhões, sem programas específicos.
A deputada ligou essas disponibilidades ao aluguel, à comida e aos serviços que os trabalhadores não conseguem pagar. Citou aposentados ainda credores e docentes que adiam o retiro. Seu argumento opôs liquidez pública a renda trabalhista atrasada.
Galán levou a mesma pergunta aos moradores que procuram trabalho ou ajuda para pagar comida e eletricidade. Questionou por que há dinheiro para algumas decisões e não para outras e relativizou o sucesso da Festa do Poncho, que informou 1,7 milhão de visitantes.
Acuña abriu a controvérsia ao afirmar que um adiantamento de 150 bilhões e um empréstimo de 45 bilhões de pesos, apresentados para reativar obras, permaneciam aplicados. Ele não rejeita o instrumento, mas seu uso diante de necessidades em saúde, educação e infraestrutura.
O debate agora trata do prazo e do destino de centenas de bilhões de pesos, não apenas do rendimento. A oposição registrou números e casos individuais; o Executivo deverá explicar a rastreabilidade dos recursos e sua relação com pagamentos e obras pendentes.